Pontos de vista: são tomas de aquino, santo agostinho e filme " o nome da rosa"

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  • Publicado : 4 de abril de 2013
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KELLY CRISTINA GALVÃO DE OLIVEIRA

RAZÃO X FÉ

EXPLANAÇÃO SOBRE A VISÃO BASEADA EM TRÊS VISÕES: SÃO TOMÁS DE AQUINO, SANTO AGOSTINHO E O FILME “O NOME DA ROSA”

Trabalho de produção de texto opinatório, apresentado à disciplina de Filosofia, do 1º Período do curso de Direito da Faculdade Dom Bosco.

Professora: Maria Cristina Leite Gomes

Curitiba
Abril/2013

RAZÃO X FÉ
EXPLANAÇÃOSOBRE A VISÃO BASEADA EM TRÊS VISÕES: SÃO TOMÁS DE AQUINO, SANTO AGOSTINHO E O FILME “O NOME DA ROSA”

Kelly Galvão de Oliveira

São Tomás de Aquino afirmava que a Teologia era a ciência mais digna de todas as ciências, o que era comumente partilhado entre todos os pensadores cristãos de sua época e fortemente demonstrado através de seu absoluto respeito pela tradição cristã. À frente de seutempo, embora religioso e obediente, participou de uma considerável corrente responsável por inovações no pensamento medieval que fortaleceu e esclareceu que o papel da razão é demonstrar e ordenar metodicamente os mistérios revelados pela fé; o que confirmava que não havia conflito entre ambas. Embora Tomás de Aquino admitisse as tradicionais verdades teológicas, estimulava-se dedicadamente paracriar discussões racionais para defender que estas realidades pudessem ser compreendidas pela mente racional.
Compreendia que a teologia e a filosofia estabeleciam uma relação complementar, tal como existia a relação entre a fé e a razão, onde uma era totalmente necessária à outra, uma vez que os filósofos chegavam a conclusões a partir da dialética e os teólogos chegavam a resultados paralelosbaseados em verdades reveladas; ainda para este, o livre arbítrio é o principal responsável pela escolha enganosa, errônea e muitas vezes incorreta o que confirmava sua postura confrontante ao livre arbítrio.
Para Santo Agostinho, a fé era a principal responsável por iluminar a razão, cite-se que “fé e razão são duas asas que nos levam ao céu” e questionou o contraste fatídico entre fé cristã erazão, confirmando que a fé nos leva a crer em coisas que nem sempre entendemos pela razão. Afirmava que era preciso crer para conceber, já que a fé esclarece e orienta as veredas da razão, e que o entendimento nos reafirma a crença, consequentemente. Para Santo Agostinho, a fé demonstra realidades e verdades ao homem de forma objetiva e orientadas pela intuição e após isto, contemplamos a razãoelucidando aquilo que a fé já antecipou.
Agostinho afirmava que a vontade de Deus é a causa de todos os movimentos e que o livre arbítrio era a possibilidade de manifestação do lado escuro da vontade, o que podia ser compreendido contrariamente como Deus e Diabo.
No filme “O nome da Rosa” dirigido pelo francês Jean-Jacques Annaud, de 1986, contempla a postura dos monges franciscanos frente àsobras escritas e ditas como comédias. Estas comédias eram concebidas como prazer e o prazer era algo de origem demoníaca e que seria o principal responsável pelo encerramento do que a vida trazia na igreja católica como “correto”.
A igreja católica era possuidora de uma biblioteca de tamanho considerável não acessível a todos, principalmente, aos tidos como leigos, ou seja, analfabetos, e malinstruídos. Como era referência de orientação, a igreja ensejava transmitir sua visão única de mundo e do homem e a leitura destes livros forneceria ao leitor a possibilidade de iniciar um questionamento sobre sua postura em relação ao mundo, o que possivelmente alteraria sua mentalidade. Os livros eram tidos como profanos, pois geralmente eram de filósofos e autores questionando e criticando asatitudes da igreja, pois não aceitavam totalmente seus dogmas.
A inquisição era motivo para purificação do povo que era tido como hereges, pois não tinham na época liberdade religiosa. A fé era imposta e a razão era questionável, pois justificavam sua postura numa situação metafísica onde Deus era o correto e o prazer (rir ao ler as passagens das comédias aristotélicas) era concebido como pecado e...
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