Politicas Sociais

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Unidade Curricular: POLÍTICAS SOCIAIS E DIREITOS DA POPULAÇÃO IDOSA


TÍTULO: Políticas sociais de apoio à pessoa idosa - Programa “GIRO”, uma resposta solidária.


Alunos:

Curso: Licenciatura em Serviço Social
Regime: Pós-Laboral
2º Ano (2012/2013)




Docente: Professora Doutora Paula Campos PintoIntrodução
O problema do envelhecimento da população tem sido cada vez mais um assunto de importância crucial, nas sociedades contemporâneas, nos países desenvolvidos. A esperança média de vida aumentou, a taxa de natalidade tem vindo a diminuir e hoje, estes dois fatores juntamente com o avanço da medicina entre outros, têm cooperado para que as sociedades ditas desenvolvidas se encontremcada vez mais envelhecidas. Portugal não é exceção e urge que se adequem as políticas sociais de apoio aos idosos às verdadeiras necessidades e direitos desta população. Direitos estes que devem estar na base de todas as políticas sociais. Que se criem condições e respostas que permitam uma vida de bem-estar, segurança, conforto e prazer a uma população já por si posta de lado, devido a umestereótipo criado pela própria sociedade, que indica que todos os indivíduos aos 65 anos de idade passam a pertencer ao grupo dos “inativos”, quando a esta idade muitos cidadãos ainda se encontram em plenas funções.
Como referido por (Rosa, 1993),
“… Relativamente a essa idade, note-se, em primeiro lugar, que ela não pode ser entendida como tradução real de perda ou redução de certas capacidadesfuncionais (físicas ou intelectuais), pois o processo de envelhecimento biológico é diferenciável consoante os indivíduos. Por outro lado as manifestações de redução de capacidade produtiva também são variáveis consoante o tipo de esforço exigido pela actividade desempenhada.”
Nesta sequencia e com base num envelhecimento com qualidade, o que se pretende para os idosos é um envelhecimento ativo,ou seja, como defendido na Conferência Mundial sobre o envelhecimento (WHO, 20102)“… um processo de optimização de oportunidades para a saúde, participação e segurança, no sentido de aumentar a qualidade de vida durante o envelhecimento. Os pilares que suportam este conceito são a participação social, a saúde e a segurança.”
Como é do nosso conhecimento, o envelhecimento ativo implica que o idosotenha autonomia e independência para poder desenvolver as suas atividades de vida diárias e atividades instrumentais de vida diária, assim como também ter expectativas de uma vida saudável. Por outro lado as características individuais destas pessoas, tal como as variáveis comportamentais, económicas, os serviços sociais de que beneficiam e também o meio físico e social em que estão inseridos,entre outros fatores, são também e principalmente eles determinantes do envelhecimento ativo. (Paúl)
Na verdade, o que se pretende é que estas pessoas permaneçam o maior tempo possível no seu ambiente social e familiar, sendo o recurso à institucionalização a última opção a tomar.
Para que esta visão seja cada vez mais uma realidade, cabe também ao Estado assumir outra postura, nomeadamenteresponsabilizando-se mais no que concerne à assistência social que deve prestar a esta população e a quem dela cuida e não deixar esta responsabilidade recair fundamentalmente sobre a família, que gradualmente tende a exaurir. E neste sentido há ainda um grande caminho a percorrer, nomeadamente em criar condições e apoios para que as famílias possam elas ser o suporte principal do idoso, dado que amulher que antigamente tínhamos disponível como cuidadora essencial dos seus idosos, atualmente está inserida no mercado de trabalho, tendo que se desdobrar em “dupla jornada”, para conciliar o seu emprego com a prestação de cuidados à família, onde se incluem os idosos.
Algumas são as políticas sociais implementadas pelo Estado, mas o problema do envelhecimento ultrapassa já a esfera política e...
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