Politica externa brasileira

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Índice
| Página |
Introdução | 02 |
O Brasil e algumas relações internacionais | 03 |
As relações Brasil/ China | 04 |
Os conflitos comerciais entre Brasil e Argentina | 05 |
A politica externa no MERCOSUL | 06 |
Brasil e a ALCA | 08 |
Relações bilaterais | 11 |
Conclusão | 22 |
Bibliografia | 23 |

Introdução
As relações internacionais do Brasil são fundamentadas noartigo 4º da Constituição Federal de 1988, que determina, no relacionamento do Brasil com outros países e organismos multilaterais, os princípios da não-intervenção, da autodeterminação dos povos, da cooperação internacional e da solução pacífica de conflitos. Ainda segundo a Constituição Federal de 1988, a política externa é de competência privativa do Poder Executivo federal, cabendo ao Legislativofederal as tarefas de aprovação de tratados internacionais e dos embaixadores designados pelo Presidente da República.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE), também conhecido como Itamaraty, é o órgão do poder executivo responsável pelo assessoramento do Presidente da República na formulação, desempenho e acompanhamento das relações do Brasil com outros países e organismos internacionais. Aatuação do Itamaraty cobre a vertente política, comercial, econômica, financeira, cultural e consular das relações externas, áreas nas quais exerce as tarefas clássicas da diplomacia: representar, informar e negociar.
As prioridades da política externa são estabelecidas pelo Presidente da República. Anualmente, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, geralmente no mês desetembro, o Presidente da República, ou o Ministro das Relações Exteriores, faz um discurso onde são apresentados, ou reiterados, os temas de maior relevância para o governo brasileiro. Ao longo das últimas duas décadas, o Brasil tem dado ênfase à integração regional (em que se destacam dois processos basilares, o do MERCOSUL e o da ex-Comunidade Sul-Americana de Nações, atual Unasul); às negociaçõesde comércio exterior em plano multilateral (Rodada de Doha, Organização Mundial de Comércio, solução de contenciosos em áreas específicas, como algodão, açúcar, gasolina, exportação de aviões); à expansão da presença brasileira na África, Ásia, Caribe e Leste Europeu, por meio da abertura de novas representações diplomáticas (nos últimos seis anos foram instaladas Embaixadas em 18 países); àreforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cujo formato e composição o governo brasileiro considera anacrônicos e injustos

O Brasil e algumas relações internacionais
No âmbito das relações internacionais, baseia-se na reconstrução do MERCOSUL e a integração sul-americana, um espaço para a liderança brasileira. Mas, além da ênfase sul-americana, a solidariedade anunciada com a Áfricatambém é importante, pois associa princípios éticos e interesse nacional.
A intenção de aprofundar as relações (e estabelecer uma "parceria estratégica") com potências emergentes como China, Índia, Rússia e África do Sul, entre outras, ao lado do estabelecimento de uma associação entre o MERCOSUL e a União Europeia e da valorização das organizações internacionais (especialmente a ONU), ao lado dasvantagens econômicas que propicia, sinalizam a intenção de contribuir para o estabelecimento de um sistema internacional multipolar. O princípio de democratização das relações internacionais foi invocado explicitamente.
Todas essas iniciativas apontam para a tentativa de criar um equilíbrio em relação ao que permanece sendo, em função da globalização, a principal dimensão de inserção internacional:as relações com as grandes potências (especialmente os EUA) e com o capital estrangeiro. Sem fugir a essa realidade, inicia-se a construção de um espaço maior de barganha e de uma alternativa global, com o Brasil dando uma contribuição proporcional ao seu peso internacional, ultrapassando o discurso acadêmico e vazio que caracterizou a diplomacia da era FHC.
Portanto, a diplomacia política,...
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