Polifarmacia em idosos

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  • Publicado : 5 de abril de 2013
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RISCO DA POLIFARMÁCIA NO IDOSO

RESUMO
A proporção de idosos vem crescendo na população mundial devido à associação da re-dução progressiva dos índices de mortalidade e das taxas de fecundidade. O Brasil acompanhou esse processo demográfico a partir da década de 1960, sendo que já se observa crescente demanda em serviços de saúde decorrente de doenças crônico-degenarativas prevalentes nosidosos. Individualmente ou comunitaria¬mente, o processo do envelhecimento envolve mudanças biológicas, econômicas e sociais que podem levar a incapacidade física e mental, aumentando a morbidade e mortalidade neste contingente populacional.Essas circunstâncias provocam a constante observação na prática clínica de idosos fazendo uso simultâneo de vários fármacos. Chegam a constituir 50% dosmultiusuários em decor¬rência da terapêutica utilizada com o passar dos anos, dada a vulnerabilidade biológica inerente ao envelhecimento. Nesta fase da vida há o aumento do risco de desenvolver doenças crônicas; como cardiopatias, diabetes, câncer e doenças infecciosas. Desta maneira o aumento do consumo de medicamentos acompanha a tendência do envelhecimento populacional, constituindo a polifarmácia nosidosos. O processo de envelhecimento é caracterizado por várias modificações no organismo, que podem causar alterações no efeito de certos medicamentos, tornando-os inapropriados para idosos por falta de eficácia terapêutica ou por apresentarem efeitos adversos superiores aos benefícios.O objetivo desse trabalho foi avaliar o uso de medicamentos em idosos e os riscos da polifarmácia.INTRODUÇÃO
Entre as décadas de 1940 e 1970, houve um grande aumento de expectativa de vida da população, devido, sobretudo, às ações de saúde pública, como vacinação,e saneamento básico, e devido aos avanços médico-tecnológico.
Nos países em desenvolvimento idosos são os indivíduos com 60 anos ou mais e estima-se que em 2025 o Brasil será a 6º população com maior número de idoso nomundo .Desses, em sua maioria, desenvolve múltiplas morbidades crônicas : 80% dos idoso têm pelo menos 1 e cerca de 15% têm pelo menos 5 doenças crônicas não – transmissíveis ( DCNT ).
Nesta população de idosos a maioria são mulheres, e a grande maioria desta população vivem sozinhos devido a morte ou a separação do cônjuge e a saída dos filhos.A solidão nesses casos pode resultar em depressão.
Comoa maioria dos idosos possuem pelo menos uma doença crônica eles requerem cuidados médicos e terapêuticos mais frequentes, utilizando os serviços de saúde em maior escala do que a faixa jovem e representam boa parte das internações, e mesmo com esse número aumentados recursos financeiros destinados à saúde são limitados e não acompanham tal crescimento.
A percepção de saúde dos idosos e a procuraa serviços de saúde no último ano são fatores relacionados, segundo Veras, com o risco de adoecer.
Há um aumento do consumo de medicamentos usados para o controle de comorbidades, utilizados de forma crônica e por tempo indeterminado.Aproximadamente 14 % dos custos totais com saúde são gastos com medicamentos sendo que um quarto disso é prescrito para idosos.
Estima-se que 11% dos idososconsomem pelo menos 4 drogas por dia e em hospitais durante as internações podem variar de 7 a 10 medicamentos/ dia .Os mais comuns são os fármacos cardiovasculares , psiquiátricos, trato alimentar e metabolismo.
Com as alterações fisiológicas e patológicas relacionadas ao envelhecimento, há um aumento dos riscos associados ao uso de fármacos. Dentre os fatores que contribuem para este aumentodestacam-se o comprometimento da função renal para a depuração de fármacos que são primariamente excretados pelos rins; a redução do fluxo sanguíneo e do processo de biotransformação hepática; o aumento da gordura corpórea, o que resulta no aumento do volume de distribuição de fármacos lipossolúveis. Além disso, alterações da sensibilidade de receptores e as modificações da resposta dos sistemas...
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