Policarpo de esmirna

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SEMINÁRIO TEOLÓGIOCO CONGREGACIONAL

ROBERT REID KALLEY

TRABALDO DE HISTÓRIA ECLESIÁSTICA:

POLICARPO DE ESMIRNA

Professor: Pr. Gedilson Reis
Aluno: Ronaldo da S. Pereira

POLICARPO DE ESMIRNA – VIDA E OBRA

Após as fulgurantes labaredas dePentecostes, a ardorosa ação do pequeno grupo de apóstolos e discípulos do Senhor fez expandir e crescer a Igreja primitiva. Semeado de milagres e selado com sangue, esse primeiro período ficou conhecido como a Era Apostólica.

No ano de 67 foram martirizados São Pedro e São Paulo; São João Evangelista ainda viveria até o reinado de Trajano (98-117). No ano de 69 nascia São Policarpo - portanto, noambiente de efervescência evangelizadora das primeiras décadas da Igreja Católica.

Diversos documentos dessa época - incluindo uma carta por ele enviada aos cristãos de Filipos - constituem preciosa fonte de informação sobre sua vida, bem ilustrativa do Cristianismo de então.

Teve a ventura de ser discípulo de São João Evangelista e de conhecer muitos outros "que viram o Senhor", e é consideradouma das principais figuras entre aqueles varões eminentes que constituíram um elo entre o tempo dos Apóstolos, no primeiro século, e o dos Padres da Igreja, no século seguinte.

Quem foi esse homem, seguidor fiel do Apóstolo amado, e cuja morte encerrou um período da história de nossa fé?
Evangelista o nomeou Bispo de Esmirna, cidade grega situada no litoral da Ásia Menor (hoje Izmir, naTurquia). Era amigo pessoal do grande Santo Inácio de Antioquia, o qual, por sua vez, fora discípulo de São Paulo Apóstolo. Um sinal inequívoco do virtuoso relacionamento entre esses dois santos são suas cartas. O tempo poupou sete das muitas epístolas escritas por Santo Inácio; numa delas, faz a São Policarpo esta admirativa referência: "Sua consciência está fundada em Deus como em uma rochainamovível!"De quantos homens poder-se-ia escrever o mesmo?
Quando Santo Inácio foi capturado pela polícia imperial, Policarpo encontrou-o no caminho do martírio, para beijar-lhe pela última vez as mãos e as cadeias. Nessa ocasião, o venerável Bispo de Antioquia rogoulhe que ajudasse a proteger os fiéis das jovens igrejas, escrevendo cartas de exortação àquelas às quais ele não pôde fazê-lo antes de serpreso.

Uma dessas cartas, escrita na primeira década do séc. II, sobreviveu ao curso dos tempos e é um dos mais valiosos documentos da Igreja antiga. São Jerônimo a considerava uma obra-prima de zelo apostólico, dizendo que dois séculos depois ela ainda continuava a ser lida publicamente nas igrejas. Quando das discussões a respeito da canonicidade ou não de certas epístolas de São Paulo, umargumento de peso a seu favor foi a mencionada carta do santo Bispo de Esmirna, que já citava as epístolas paulinas postas em questão.

A Epístola de Policarpo aos Filipenses , bispo da cidade, por volta de 110-140 d.C. e endereçada à comunidade cristã da cidade de Filipos.A Epístola de São Policarpo é uma resposta a um pedido vindo dos próprios filipenses, no qual eles pedem a ele que os enviealgumas palavras de exortação de fé, que repasse adiante uma carta para a Igreja de Antioquia e que os envie também quaisquer epístolas de Santo Inácio que ele pudesse ter. O segundo pedido é muito relevante, pois Inácio havia pedido às igrejas de Esmirna e Filadélfia que enviassem mensageiros para congratular a Igreja da Antioquia pela restauração da paz. É de se supor, portanto, que ele tenha dadoinstruções similares aos filipenses quando esteve em Filipos. Este é um dos muitos pontos de harmonia perfeita entre as situações relatadas nasepístolas inacianas e na Epístola de Policarpo, o que torna quase impossível impugnar a veracidade das primeiras sem também de alguma forma manchar a reputação da última, que é uma dos textos com história melhor documentada da antiguidade. Como resultado,...
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