Polany a gran transformacao

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POLANYI, Karl. A Grande Transformação: as origens de nossa época. Rio de Janeiro, Editora Campus. ³Publicado originalmente em 1944, de grande impacto nas ciências sociais em todo o mundo, mas praticamente desconhecido no Brasil, o livro de Polanyi surge em nosso meio com atualidade renovada: ele se contrapõe de forma quase premonitória à onda de pensamento econômico neo-liberal«´ ³Essencialmente,o livro é uma análise profunda, fortemente apoiada em materiais de tipo histórico, do que foi a revolução liberal que varreu o mundo ocidental no século dezenove, e quais foram e ainda são as conseqüências desta revolução para o século vinte. A tese é que a economia de mercado, que na realidade nunca foi tão liberal assim, foi um fenômeno específico dos novecentos, sem muitas raízes no passadomais remoto e sem condições de sobreviver ao século vinte.´ São estas palavras (do primeiro e do segundo parágrafo) que o Diretor-Presidente de Estudos do Trabalho e Sociedade ± IETS, Simon Schwartzman, classifica o livro de Karl Polanyi, ³A Grande Transformação´. Irei trabalhar nesse fichamento, de cinco capítulos, do três ao sete, tentando destrinchar e expor as idéias desse grande pensador, quena sua grande maioria são tão objetivas claras, que dispensam comentários, bastando colocar a frase utilizada no texto. No capítulo três ± ³Habitação versus Progresso´ ± é ressaltado que a Revolução Industrial do século XVIII, trouxe progresso no sentido dos instrumentos de produção, mas uma desarticulação terrível na vida das pessoas comuns. ³Tentaremos desenredar os fatores que determinam asformas dessa desarticulação que teve a sua pior fase na Inglaterra há cerca de um século.´ (p.51) Essa desarticulação, mostra que a ideologia liberal falhou terrivelmente, o que faz com que não seja ³preciso entrar em minúcias para compreender que um processo de mudança não-dirigida, cujo ritmo é considerado muito apressado, deveria ser contido, se possível para salvaguardar o bem-estar dacomunidade.´ (p.51) Ainda nessa linha, a ³teimosia´ em julgar os acontecimentos sociais a partir do ponto de vista da economia, fez com o liberalismo econômico interpretasse mal a Revolução Industrial. Um exemplo claro disso, foram os enclausures (cercamentos de terra) para converter a terra arável em pastagem. Assim, nosso propósito será, de um lado, demonstrar o paralelo existente entre as devastaçõescausadas pelo cercamentos, finalmente benéficos, e as que resultaram na Revolução Industrial e, de outro lado ± de uma forma mais ampla -, esclarecer as alternativas enfrentadas por uma comunidade no paroxismo de um progresso econômico não regulado. (p.52) Tendo isso como base, um documento de 1607, publicado pelo Reino tratando sobre o problema existente dizia que: ³o homem pobre terá satisfeito o seuobjetivo ± Habitação, e o nobre não ficará prejudicado em seu desejo ± Progresso.´ (p.52). Essa carta deixou bem claro que o crescimento econômico se apoiou na desarticulação social,

basta notar que os cercamentos são exemplos claros que os ricos tiveram larga vantagem sobre pobres. Até mortes aconteceram no parlamento na época, devido o ação da Cora em impedir os cercamentos, a fim de firmarsua posição contra a gentry, ou seja a pequena nobreza. A onda da chamada política dos Tudors e dos primeiros Stuart, se expandiu, porém alguns historiadores, a classificaram de demagógica e até reacionária. Com todo esse ³palco ³ estruturado a ideologia desses Tudors e Stuart se inclinou de forma natural para o parlamento, que era favorável aos cercamentos. Essas mudanças que ocorriam e ritmoque elas se davam, ³muitas vezes não é menos importante do que a direção da própria mudança´ (p.53), mas crença no progresso espontâneo, de acordo com o texto, ³pode cegar-nos quanto ao papel do governo na vida econômica.´ (p.53) Entretanto, é importante ressaltar que se não fosse a política conseqüente mantida pelos estadistas Tudors e os primeiros Stuarts, o ritmo desse progresso poderia ter...
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