Políticas e movimentos sociais no estado capitalista

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BEHRING, Elaine Rossetti. Política Social: fundamentos e história / Elaine Rossetti Behring, Ivanete Boschetti. – 8ª. ed. – São Paulo: Cortez, 2011. - (Biblioteca básica de serviço social; v. 2)
FALEIROS, Vicente de Paula, 1941 – A Política Social do Estado Capitalista: as funções da previdência e assistência sociais / Vicente de Paula Faleiros – 11ª ed. – São Paulo: Cortez, 2008.
MONTAÑO,Carlos. Estado, Classe e Movimento Social / Carlos Montaño, Maria Lúcia Duriguetto. – 1ª. ed. – São Paulo: Cortez, 2010 – (Biblioteca básica de serviço social; v. 5)

ResenhaClaudiane Elias Diniz

O presente estudo tem por objetivo mostrar algumas reflexões sobre as políticas sociais e suas demandas, as circunstâncias presentes na economia mundial, oportunamente o Estado Brasileiro, e sobre a trajetória dos movimentos sociais, suas lutas e conquistas dentro do Estado Capitalista ocorridas nosperíodos de 1930 a 1970 respectivamente.
Para uma melhor compreensão da temática apresentada, será abordada a leitura dos seguintes autores como base teórica de nossa pesquisa bibliográfica: Behring e Boschetti (2011), Faleiros (2008), Montaño e Duriguetto (2010).
Analisando “A política social do Estado Capitalista”, percebemos que a política social não pode ser colocada em termos de umesquema rígido e de leis imutáveis, é necessário considerar o movimento real e concreto das forças sociais e da conjuntura, e esse campo é o da política social, implica metodologicamente a consideração do movimento do capital e, ao mesmo tempo, dos movimentos sociais que o obrigam a cuidar da saúde, da vida do trabalhador e da sua reprodução imediata, também é necessário considerar asconjunturas econômicas e os movimentos em que se oferecem alternativas a uma atuação do Estado.
De acordo com Faleiros (2008) “assim é necessário compreender dinamicamente a relação entre o Estado e o processo de acumulação de capital”. Inicialmente o autor fala da classificação empírica das políticas sociais, as quais consistem na implantação de assistência, de previdência social, prestação deserviços, proteção jurídica, construção de equipamentos sociais e subsídios; em relação as funções ideológicas afirma que as políticas sociais são implantadas com a intenção de reintegrar os desviados sociais e que a ideologia da normalidade pressupõe que o indivíduo possa trabalhar para poder com o salário obtido, satisfazer as suas necessidades e as de sua família, define o trabalho como critériode vida normal para viver bem, ou seja, segundo o autor essa é a função ideológica das políticas sociais, porém essa problemática só pode ser desfantasiada na medida em que se é colocada no contexto geral da economia e do Estado.
Em relação à reprodução dinâmica das desigualdades, o autor diz que a reprodução da força de trabalho reproduz também a situação e as desigualdades sociaisinerentes ao sistema capitalista, na dinâmica das lutas e forças sociais, afirma que reprodução não se dá apenas na força de trabalho, mas também no lugar ocupado pela classe trabalhadora no sistema produtivo, e ao fazer uma abordagem sobre a manutenção da ordem social diz que as políticas sociais se desenvolvem e se retraem segundo a conjuntura política.
Na expansão e consolidação dapolítica social no período de 1929-1932 e, sobretudo, após a Segunda Guerra Mundial quando se adentrou na fase madura do capitalismo ( intenso processo de monopolização do capital, pela intervenção do Estado na economia e no livre movimento do mercado), essas mudanças intensas no mundo da produção deu-se por meio do fordismo, que se generalizou no pós-guerra com novos produtos e processo de...
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