Política de Aristóteles

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REFERÊNCIA
ARISTÓTELES. Política, São Paulo-SP: Martin Claret, 2002.
RESUMO
Na obra “Política” de autoria de Aristóteles, traz idéias de organização política em que fica proposto que o mesmo é a ciência que surge para trazer uma determinada felicidade humana. Ele traz uma discussão acerca, da maneira com que se é governado, as diversas formas de governo, os elementos em que surgem em umacidade para um tipo de organização. Qual a influência existente do modo de se governar e do papel de todos numa sociedade. Mostra a importância dos governos em cada época. Outros destaques na obra é a relação entre o comandante e o comandado. Que mostra homens nos quais não tem seu próprio propósito e buscam ao propósito dos outros. Além de trazer, a tese principal que é mostrar que políticaencontra-se, de certa forma, ligada à moral e que o estado deve levar o homem a virtude e a felicidade, fins aos quais se propõe a atividade política. Tratando das origens e necessidade do estado e dos elementos básicos para um governo virtuoso.
PALAVRAS-CHAVE: Os elementos da cidade; Divisão dos governos; A educação dos jovens.
CITAÇÕES:
LIVRO I: CAP. I
“Toda Cidade é um tipo de associação, e todaassociação é estabelecida tendo em vista algum bem (pois os homens sempre agem visando a algo que consideram ser um bem); por conseguinte, a sociedade política [pólis], a mais alta dentre todas as associações, a que abarca todas as outras, tem em vista a maior vantagem possível, o bem mais alto dentre todos.”(P.53)

“Na política , assim como em qualquer outro ramo da ciência, para conhecer ascoisas compostas temos de as decompor (syntheton) até chegarmos aos seus elementos mais simples. Dessa forma, ao considerar os elementos dos quais a cidade é composta, veremos melhor em que diferem entre si, e se é possível chegar a alguma conclusão científica e prática acerca desses objetos dos quais acabamos de referir.”(P.54)

CAP. II
“E quando várias aldeias se unem em uma única e completacomunidade, a qual possui todos os meios para bastar-se a si mesma, surge a Cidade (pólis), formada originariamente para atender às necessidades da vida e, na seqüência, para o fim de buscar viver bem.” (P.56)

“Fica evidente, pois, que a Cidade é uma criação da natureza, e que o homem, por natureza, é um animal político [isto é, destinado a viver em sociedade], e que o homem que, por suanatureza e não por mero acidente, não tivesse sua existência na cidade, seria um ser vil, superior ou inferior ao homem. Tal indivíduo, segundo Homero, é “um ser sem lar, sem família, sem leis”, pois tem sede de guerra e, como não é freado por nada, assemelha-se a uma ave de rapina. ”(P.56)

“A natureza, conforme freqüentemente dizemos, não faz nada em vão; ela deu somente ao homem o dom do discurso(lógos). O mero som da voz é apenas a expressão de dor ou prazer, e disso são capazes tanto os homens como os outros animais. Mas enquanto estes últimos receberam da natureza apenas essa faculdade, nós, os homens, temos a capacidade de distinguir o bem do mal, o útil do prejudicial, o justo do injusto. Com efeito, é isso o que distingue essencialmente o homem dos outros animais: discernir o bem e omal, o justo e o injusto, e os outros sentimentos dessa ordem [as qualidades ou propriedades de suas ações]. Ora, é precisamente a comunicação desses sentimentos o que engendra a família e a cidade.”(P.57)

“A injustiça armada é a mais perigosa; o homem está provido por natureza de armas que devem servir à prudência e à virtude, as quais, todavia, ele pode usar para fins opostos. Eis por que ohomem sem virtude é a mais perversa e cruel das criaturas, a mais entregue aos prazeres dos sentimentos e seus desregramentos. Mas a justiça é o liame entre os homens na Cidade, pois a administração da justiça, a qual é a determinação do que é justo, é o princípio da ordem na sociedade política.” (P.57)

CAP.III
“O poder do senhor sobre o escravo é o despótico; o do marido sobre a mulher, e o...
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