Poesia

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  • Publicado : 18 de outubro de 2012
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A Abelha Ricardo reis
A abelha que, voando, freme sobre
A colorida flor, e pousa, quase
Sem diferença dela
À vista que não olha,
Não mudou desde Cecrops.
Só quem vive
Uma vida com ser quese conhece
Envelhece, distinto
Da espécie de que vive.
Ela é a mesma que outra que não ela.
Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó morte! —
Mortalmente compramos
Ter mais vida que a vida.
 
Acimada verdade
Acima da verdade estão os deuses.

A nossa ciência é uma falhada cópia


Da certeza com que eles


Sabem que há o Universo.


Tudo é tudo, e mais alto estão os deuses,


Nãopertence à ciência conhecê-los,


Mas adorar devemos


Seus vultos como às flores,


Porque visíveis à nossa alta vista,


São tão reais como reais as flores


E no seu calmo Olimpo Sãooutra Natureza.

 
A flor que és
A flor que és, não a que dás, eu quero.

Porque me negas o que te não peço.


Tempo há para negares


Depois de teres dado.


Flor, sê-me flor!


Sete colher avaro


A mão da infausta esfinge, tu perere


Sombra errarás absurda,


Buscando o que não deste.


Aqui dizeis na cova

Aqui, dizeis, na cova a que me abeiro,


Não 'stáquem eu amei.


Olhar nem riso


Se escondem nesta leira.


Ah, mas olhos e boca aqui se escondem!


Mãos apertei, não alma, e aqui jazem.


Homem, um corpo choro!


A Cada Qual

Acada qual, como a 'statura, é dada


A justiça: uns faz altos


O fado, outros felizes.


Nada é prêmio: sucede o que acontece.


Nada, Lídia, devemos


Ao fado, senão tê-lo.http://cfh.ufsc.br/~magno/reis.htm




Álvaro de Campos
 
A plácida face anônima de um morto.
 
|     A plácida face anônima de um morto.  |
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|      Assim os antigos marinheiros portugueses,  |...
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