Poema dactilografia

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  • Publicado : 10 de outubro de 2011
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Apresentação da dactilografia
Introdução
Este poema pertece à 3ª fase de Àlvaro de Campos,
O sujeito poético começa o poema por fazer acções banais, rotineiras do seuquotidiano de engenheiro.
Sente-se enclausurado, (só sozinho/isolado) até que se estranha a si próprio no 3º verso
Na terceira estrofe revela descontentamento em relação àvida quotidiana e vulgar, que lhe causa náusea por isso utiliza 3 frases exclamativas. Chama ainda atenção para as sensações auditivas provocadas pelo ruído do trabalhador dasmáquinas a escrever, que é sentido como agressivo e desconfortável (acompanhamento banalmente sinistro). Essa referência ao tic-tac repete-se ao longo do poema formando um refrãoque sofre uma ligeira alteração no final por acrescentamento de mas e ergue a voz.
Na quarta estrofe o sujeito relembra o passado, associado à fantasia, literatura infantil,bem como as imagens de grandes paisagens ao ar livre. Mas esse tempo já lá vai como se pode ver no advérbio outrora. Enquanto que o tic-tac arrasta o eu para o presente
Na7 estrofe o sujeito estabelece a relação entre a vida verdadeira que segundo ele é a sonhada a que tem a ver com a infância com a alegria de viver e a vida falsa quecorresponde à realidade do dia-a-dia e que não é mais que uma morte que lhe provoca náusea.

Recursos estilísticos:
Uso expressivo do adjectivo- sozinho, isolado, remoto, sinistro, verdadeira, falsa, prática, útil.
Anáfora - que, outrora, na outra, nesta
Antítese - verdadeira/ falsa, na outra/nesta, vivemos/morremos
Onomatopeia - tic-tac marca oritmo do quotidiano, a passagem do tempo,
É usado o presente do indicativo quando se refere à vida actual e o pretérito perfeito e imperfeito quando refere a sua infância.
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