Pobreza

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Contextos sociais de desigualdades e exclusão

1º Frequência

O que é o sofrimento social? Como está hoje visível? Que dimensões possui?

• É algo pessoal

• Sentimento partilhado por um conjunto de pessoas

• As causas / dimensões do sofrimento social podem se por:

o Desemprego

o Austeridade

o Fome

o Racismo

oPobreza

o Abandono / isolamento – ruptura de elos

o A sociedade não tem resposta para os problemas existentes, e por isso, as pessoas têm de se mobilizar (provoca sofrimento pela instabilidade)

O sofrimento é a dor medida pelas injustiças sociais, segundo A. Heller.

• O sujeito que sofre que sofre, é nele que se objectiva as diversas formas de exclusão, mas as causasnão residem nele

• A categoria de sofrimento social recupera o sujeito para as análises sociais e politicas sem perder o colectivo

o Dimensão objectiva do sofrimento: abrange toda a gente

o Dimensão subjectiva do sofrimento social: cada indivíduo sente que isso é um percalço no seu percurso (ex. Desemprego)

• A grande ambiguidade da actual retóricasociopolítica:

o A possibilidade de dissociação de um sofrimento com causas sociais e a individualização das análises, das politicas e das intervenções

Analisando os contextos:

• O que é que está em mudança na sociedade?

o Muda a forma de pensar, a perspectiva de um futuro em posta em causa, a forma de viver – passamos a ser mais poupados

• O que é certo? O queesperar?

o As pessoas entram em depressão e gera mais sofrimento, mais desânimo, se ninguém fizer nada para combater isso , vai haver um agravamento da situação actual

• Que novas questões e problemas emergem hoje?

o Depressão, fome, pobreza, isolamento

• Como podemos / temos de responder aos novos desafios?

o Enfrentá-los com ânimo e vontade de osultrapassar, alertar para a solidariedade das populações, inovar

A profundidade das causas do sofrimento social actual

• Esmagamento por um tempo presente sem perspectivas de futuro e sem referências estáveis do passado

• Incerteza e precariedade de trajectos convertem-se numa referência estrutural

Ao mesmo tempo

• Práticas e discursos que requerem prova de capacidade, queestimulam ao empreendedorismo

A precariedade tornou-se uma marca estrutural desta sociedade, temos de arranjar capacidade para ultrapassar estas precariedades

Novas condições, novos desafios, novas problemáticas

• A desestabilização dos estáveis (Castel, 1995): já não há empregos para a vida, os empregos que antes eram considerados estáveis, ex. função pública, agora já não são• A aleatoriedade dos trajectos de vida: é necessário alterar a nossa formação para tentarmos ter o nosso trajecto de vida; a sorte é um factor importante

• A neo-pauperização / trabalhadores pobres: apesar das pessoas trabalharem continuam pobres

• A interrupção dos processos / mecanismo de integração

• As novas desigualdades

Podemos passar de integrados adesintegrados e temos de estar em constante formação para nos conseguirmos integrar

Compreender as desigualdades actuais

• A grande questão do nosso tempo é a da desigualdade sem fundamentos

o Existem desigualdades legitimas / justificáveis? Ex. é legitimo haver diferenças salariais? Ex. salário do professor ≠ salário do homem que recolhe o lixo?

▪ Sim: oscritérios são:

▪ Responsabilidade

▪ Qualificação / formação

▪ Duração do tempo de estudos

o Quem defende que há desigualdades legitimas baseia-se em critérios que acha justos

o Há desigualdades do género (entre homens e mulheres)? É legitimo?

▪ Sim, não é legitimo, porque se está a pegar numa diferença em...
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