Pobreza política

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  • Publicado : 13 de abril de 2011
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POBREZA POLÍTICA

Quando falamos de pobreza, sempre associamos aos bens materiais que uma pessoa possui ou adquiriu ao longo de sua vida. E é bem clara a distinção entre o rico e o pobre nos privilegios e oportunidade sociais, mas PEDRO DEMO, na sua obra nos alerta sobre uma pobreza mais intensa, mais destruidora, uma pobreza difícil de vencer, pela sua magnitude de alienar as pessoas,evitando-as de crescer com dignidade e de ter direito aos bens e serviços sociais e viver com cidadania.
Pois pobreza não pode ser definida apenas como carência de renda material, ou uma questão econômica de mercado. Podemos dizer que pobreza é uma repressão segundo o autor do acesso as vantagens sociais, partida entre a minoria que concentra privilégios e a grande maioria condenada a trabalharpara sustentar tais privilégios. É uma essência da discriminação sobre o terreno das vantagens e oportunidade sociais. E essas vantagens são restritas, mal distribuídas. Na pobreza não encontramos só um traço da destruição material, mas igualmente a marca da segregação, que torna a pobreza produto típico da sociedade, variando seu contexto na historia conhecida e reproduzindo-se nas característicasde repressão ao acesso das vantagens Sociais. O pobre, sobretudo, é quem faz a riqueza, sem dela participar, é pura discriminação, é injustiça. O autor também revela que não temos educação suficiente para que criássemos nossas próprias defesas e muito menos, para que enxergássemos entro da sociedade, principalmente na educação e na política, outra espécie de pobreza, não aquela de pessoamiseravéis, mas sim, aquela que nos poda e nos limita os sonhos, que nos discrimina, em fim que nos tiram a dignidade humana para que possamos viver com direito de igualdade com os poderosos.
Com isto, passou-se a considerar ignorância como centro da pobreza: pobre é sobretudo quem não sabe ou é coibido de saber que é pobre. Não se permite que se constitua sujeito capaz de história própria. Assim,pobreza não implica apenas estar privado de bens materiais, mas sobretudo estar privado de construir suas próprias oportunidades. Quando se fala de ignorância, entretanto, não estamos indicando aquela que todo educador sabe que não existe, já que todo ser humano está hermenêutica e culturalmente plantado, desenvolve cultura própria, saberes compartidos, mantém patrimônios históricos, identidadesmúltiplas, mas aquela historicamente produzida, cultivada e reproduzida.

A pobreza politica não é outra pobreza, mas o mesmo fenômeno considerado em sua complexidade não linear. Estamos acostumados a ver pobreza como carência material, no plano do ter: é pobre quem não tem renda, emprego, habitação, alimentos e etc. Essa dimensão é crucial e não poderia em momento algum ser secundarizada.Mas a dinâmica da pobreza não se restringe a esfera material de ter, avança na esfera do ser.
Em sociedade não disputamos apenas bens materiais escassos. Disputamos também poder, prestígio, vantagens, lideranças e oportunidade. Cabe a educação dar suporte na criação de futuros homens políticos, pessoas sabedoras de suas histórias, e dos seus problemas. Sujeitos que não aceitam serem objetos dosricos, ou massa de manobra dos mais privilegiados.
Por isso toda estratégica de combate a pobreza supõe que o pobre se torne sujeito crucial da alternativa. Enquanto for apenas objeto está a mercê de forças politicas. É bom lembrar, que sujeitos de direito que buscam o conhecimento, a fim de obter oportunidade do estado, colocam políticos a executarem suas verdadeiras funções comorepresentantes legais do povo. E não como meros corruptos manipuladores da massa de manobra. Daí tem a educação indicadora primordial neste processo.
Instaurar sociedades quem sabem negociar as oportunidades dentro de regras de jogo de um estado de direito. Isso supõe que toda democracia gerencia conflitos, não harmonias, mas gerencia de maneira democrática, ou seja, dentro das perspectivas...
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