Pobreza-antony giddens

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“CARICATURADOS” PELA SOCIEDADE SEM DEIXAR DE SER, MESMO SEM TER:
QUE ESTRATÉGIAS SE VALEM OS SUJEITOS QUE MORAM EMBAIXO DO VIADUTO DO ANTONIO BEZERRA PARA SOBREVIVEREM ANTE AS CONDIÇÕES EM QUE SÃO SUBMETIDOS?
I Allana PaulinoII Elayne Lopes
III Erivanda Queiroz
IIII Kelyta Menezes
IIIII Lívia Natana
IIIIII Márcia Maria
IIIIIII Regis Oliveira
IIIIIIII Renata Fernandes
RESUMO
O presente artigo faz uma análise da pobreza, com ênfase nas bases históricas e conceitos expressivos para seuenfrentamento. Parte de uma concepção de pobreza analisada pelo autor Anthony Giddens que vem com a ideia da social democracia e ponto de partida para o grupo fazer uma pesquisa etnográfica no entorno do viaduto do Bairro Antônio Bezerra.

1 INTRODUÇÃO
Os conceitos de pobreza para Anthony Giddens revelam uma ideia de sociedade democrática para com os que estão nesta situação. Neste trabalho,será abordado o contexto retratado por Giddens e comparado com uma pesquisa etnográfica feita pelo grupo no bairro Antônio Bezerra, situado na capital cearense, Fortaleza. Tal como o conteúdo dessas noções, falaremos das práticas desses sujeitos relacionados a um novo capitalismo que faz com que os mesmos se mostrem como “caricaturas” para a sociedade.
Entrevistamos alguns moradores que residemembaixo do viaduto próximo ao terminal do Antônio Bezerra. Embora esses moradores terem onde dormir, não possuem uma moradia digna e sofrem todas as coerções e sansões expostas pela sociedade. A estranheza dos moradores quando chegamos ao local, às relações sociais, as subjetividades dos moradores serão abordados no decorrer do presente artigo.
Além de não ter a aceitação no mercado de trabalho, pelabaixa escolaridade, eles também sofrem com as formas de socialização dos indivíduos que, sempre estão com receio de chegar próximo a eles, pois já possuem a ideia Evolucionista de os tratarem com exclusão.

2 ANÁLISE E COMPREENSÃO DA POBREZA
Definir em um conceito único o que seria a pobreza, seria aqui uma tarefa um tanto quanto impossível de se realizar, visto que muitas são as maneiras de semedir e compreender a mesma.Trabalhou-se,assim como o sociólogo Giddens, entendendo a pobreza a partir de duas vertentes,que são elas: pobreza absoluta(baseada e fundamentada na idéia de subsistência) e uma outra representada pela pobreza relativa(relacionada ao padrão de vida geral predominante numa sociedade específica.).A percepção de pobreza, tanto no conceito relativo, como absoluto,trabalham com uma abordagem de cunho macroeconômico.
Compreendeu-se que a pobreza relativa define como pobres àquelas pessoas que são ou estão situadas numa camada inferior da distribuição de renda,quando comparadas àquelas que estão mais bem posicionadas, ou seja, classifica como pobres pessoas que tem menos de algum atributo desejado, sejam eles: renda,condições favoráveis de emprego,moradia oupoder.Um outro enfoque é a conceituação de pobreza absoluta,que é descrita por Giddens como um padrão mínimo de vida necessário a sobrevivência humana como as “necessidades básicas”, tais como:alimentação,moradia,serviços públicos,vestuário.Isso torna essencial para que o homem manter-se vivo e em sociedade.
Ao deparar-se com esses conceitos sobre o que é pobreza, percebeu-se que fogem àrealidade de hoje. Isso porque, em determinadas regiões, o que significa “subsistência” e “necessidades básicas” para uns, para outros se tornam artigo de luxo (tudo aquilo que está além do que se precisa para sobreviver). Nota-se então que a pobreza, definida por Giddens, é também uma forma cultural que vem atravessando décadas. Esse termo aplicado a um grupo classifica-o e seleciona-o conforme as...
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