Platao e a teoria da cidade justa

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  • Publicado : 30 de setembro de 2012
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A filosofia de Platão e conceito de justiça



A filosofia de Platão e conceito de justiça
Gisele Leite
Refletir sobre Platão pode ser um grande desafio mesmo nos dias de hoje. Não resta dúvida de que Platão é mesmo considerado o pai da herança intelectual ocidental, um pensador que posicionou a Filosofia em direção que até hoje é seguida, dois anos depois…
Pode-se dizer que a filosofiaocidental é consistente de “uma série de notas de rodapé a Platão” (Alfred North Whitehead), embora possa parecer um exagero, temos que admitir que o referido filósofo possui de fato posição histórica privilegiada.
Platão tem sido criador e aperfeiçoador da arte literária, o diálogo filosófico. Ainda que considerássemos que não existe o real interesse, a obra de Platão seria interessante efundamental para o pensamento contemporâneo.
Cumpre alertar que seu verdadeiro nome era Aristoclés, sendo uma homenagem ao seu avô. Platos significa largura, e é quase certe de que seu apelido veio de sua constituição robusta, ombros e frontes largos, apresentando porte físico forte e vigoroso, o que o fez receber várias reverências por seus feitos atléticos na juventude.
Talvez por sua excelente formafísica tão aprecidada na Grécia Antiga, recebeu o enfoque privilefiado pela educação idealizada por Sócrates e seus companheiros no diálogo.
Aliás, os diálogos de Platão estão repletos de referências à competição de jovens no atletismo.
Cícero nos diz que se Deus tivesse que falar, seria numa linguagem como a de Platão. E reconheçamos enfim que sua genialidade é realmente extraordinária,e seusdiálogos que são empolgantes trouxeram uma incalculável influência para toda história da Filosofia. Teve Platão como principal obra-prima “A República ”.
Em linhas gerais, Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato permanente com dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível. A primeira é a realidade imutável, igual a si mesma. E, a segunda corresponde a todas as coisas quenos afetam os sentidos, são realidades dependentes, mutáveis e são imagens da realidade inteligível.
Platão foi discípulo de Sócrates[1] e deixou Atenas depois da condenação e morte de seu mestre (em 399 a.C.). Peregrinou por doze anos e conheceu outros pensadores principalmente os pitagóricos.
Seus diálogos possuem a forma de interrogatórios cruzados, assim uma pergunta é feita, e uma respostaé dada. A resposta é submetida a um exame detalhado, é feita uma série de outras questões, mais réplicas são dadas, e, sucessivamente, e descobre-se que a prima resposta era insuficiente em determinado aspecto.
Por vezes, é possível que uma resposta venha a contradizer a outra resposta anteriormente dita. É feita, então, nova tentativa de resposta, à luz da discussão recente e sempre acesa, e oprocesso prossegue até esgotarmos as possibilidades lógicas.
Sócrates fora o mestre e mentor de Platão sendo mesmo o principal personagem dos diálogos e o interrogador contumaz.
A doutrina central de Platão é a distinção de dois mundos, a saber: o mundo visível, sensível ou mundo dos reflexos, e o mundo invisível, inteligível ou mundo das idéias.
A essa concepção de dois mundos se ligam asoutras partes de seu sistema cujo o método é a dialética (consistindo em que o espírito se eleve do mundo sensível ao mundo verdadeiro, o mundo inteligível,o mundo das idéias) mas este se eleva por etapas, passando das meras aparências dos objetos, em seguida dos objetos às idéias abstratas, e, enfim, de tais idéias às idéias verdadeiras que são seres reais que existem fora de nosso espírito.Infelizmente temos poucas informações precisas sobre a biografia e os ensinamentos de Sócrates, mas é sabido que é mestre de argumentação. Segundo Xenofonte[2], ele podia fazer o que quisesse com qualquer debater. E, confessava publicamente que os homens bons e importantes da antiga Atenas não sabiam o que argumentavam principalmente sobre o conceito da virtude.
Os inimigos de Sócrates só desejavam...
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