Plantas ornamentais perigosas

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“Quando se ergueu da encosta e da verdade falsa, viu tudo:
Os grandes vales cheios dos mesmos verdes de sempre,
As grandes montanhas longe, mais reais que qualquer sentimento,
A realidade toda, com o céu e o ar e os campos que existem, estão presentes.
(E de novo o ar, que lhe faltara tanto tempo, lhe entrou fresco nos pulmões)E sentiu de novo que o ar lhe abria, mas com dor,
uma liberdade no peito.”
Alberto Caeiro (excerto)


0 - Introdução



Este trabalho insere-se no âmbito da disciplina de Saúde Comunitária, pertencente ao programa curricular do 2.º ciclo , 1.º ano de Radiologia, tendo como tema “plantas ornamentaisperigosas”
Ao nos depararmos com o mundo que nos rodeia, não é difícil encontrar em jardins particulares e praças públicas, plantas que se destacam pela sua beleza, contudo, elas podem matar, sendo chamadas de "plantas tóxicas", pois apresentam princípios activos capazes de causar graves intoxicações quando ingeridas, ou irritações cutâneas quando tocadas. Algumas das plantas ornamentais quetemos nos nossos vasos ou jardins, possuem flores e frutos coloridos que podem atrair a atenção de crianças e até mesmo de animais domésticos. Assim, é melhor prevenir contra o perigo que, muitas vezes, se esconde por detrás da beleza destas plantas. É muito frequente, as pessoas que compram plantas ornamentais não terem qualquer tipo de conhecimento se uma planta é tóxica ou não. O melhor a fazer épedir orientação sobre a toxidade da planta, antes de levá-la para casa.

1 - Desenvolvimento

Classificar é uma das funções essenciais da inteligência humana. Ao nos confrontarmos com o mundo vegetal, o homem, apoiado na sua experiência, foi capaz de distinguir, no decorrer dos tempos, as plantas boas das más, as que eram úteis à sua alimentação e, as que são sinónimos de morte,utilizava-se como veneno de caça ou de guerra.
Os habitantes das cidades, que raramente se encontram em contacto diário com a natureza, têm tendência para acreditar que tudo é já conhecido, já está dominado, e domesticado.
Pois bem, é uma suposição ingénua e que se pode revelar bastante perigosa. Outrora, os nossos antepassados eram prudentes, pois no seu ambiente rústico, aprenderam aprática da prevenção e da dúvida.
Colher plantas medicinais destinadas a aplicações terapêuticas é, sem dúvida, uma prática excelente, mas com a condição indispensável de conhecê-las bem, a fim de evitar qualquer confusão entre espécies benéficas e perigosas. Na realidade, dividir o mundo das plantas nitidamente nestas duas categorias é utópico, pois não é raro que, administradas em doseselevadas e utilizadas repetidamente, as plantas tidas como inofensivas, produzam efeitos prejudiciais. Inversamente, algumas plantas consideradas perigosas prestaram desde há muito, preciosos recursos à terapêutica.
A importância do grupo das plantas tóxicas, não está só nos riscos que estas representam, mas também nos benefícios que podem proporcionar, quando se lhe é dado um uso adequado.Sem entrar em detalhes, podemos facilmente dar-nos conta que muitos dos componentes químicos empregados na farmacologia, são elaborados por estas plantas, e uma grande quantidade dos vegetais ou suas partes estão representados em infusões, unguentos e macerados empregues na medicina tradicional. Grandes têm sido os benefícios da medicina alopática, das substâncias obtidas de algumas plantas (apapoula (Papaver somniferurn), cujo uso tem sido como anestésico e analgésico; a digitalina (Digitalis purpurea) que se emprega em afecções cárdio-vasculares, ou como regulador cardíaco; Os alcalóides da beladona (Atropa belladona) que actuam nos problemas oculares e como antiespasmódicos, sedativos e anti-hipertensivos. Mas não termina por aqui, pois o azeite extraído das sementes de mamona...
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