Plano real

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INTRODUÇÃO

Desde a época da ditadura militar a inflação tem sido um dos temas mais discutidos dentro das análises sobre a economia brasileira. Por esse motivo a partir da década de 80 foram implementados vários planos no combate á inflação, como: Cruzado, Bresser, Verão, Collor I e Collor II, mas infelizmente com sucessos temporários.
Mediante este contexto, em maio de 1993, no governo deItamar Franco, quando Fernando Henrique Cardoso assumiu o Ministério da Fazenda, definiu como objetivo inicial a elaboração de um novo plano de estabilização econômica, o Plano Real.
O Plano Real não incluiu congelamento de preços e apresentou resultados mais satisfatórios, em relação a planos anteriores, no que diz respeito ao controle da inflação. Foi idealizado para implementação em etapas eresultou numa redução dos níveis de inflação elevada e na substituição da antiga moeda, o cruzeiro real, pelo Real.
Para dar um melhor esclarecimento deste plano, o presente trabalho tem como objetivo analisar a inflação no Plano Real e quais foram os impactos para o controle da mesma durante o período de mandato de Fernando Henrique Cardoso, que foi de 1994 a 2002.
Diante do exposto na primeiraparte inicia-se com o conceito de inflação e seus mecanismos, na segunda parte dar-se-á uma explicação acerca do Plano Real mostrando suas fases de implementação e as políticas adotadas. E para finalizar na terceira parte expõem-se de forma sucinta quais foram às conseqüências sócio-econômicas do combate à inflação no período de 1994 a 2002.

1. INFLAÇÃO
1.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A inflação(SANDRONI, 2003, p.45) é o “imposto mais sorrateiro e cruel” que existe. É, de fato, um tributo incidente sobre encaixes monetários. No Brasil, ela tem prejudicado essencialmente os pobres, ou seja, a grande maioria da população, que têm pouco ou nenhum acesso às sofisticações do sistema financeiro, pessoas que não conseguem se proteger. Ela enfraquece os mais fracos, porque compromete o poder decompra, os assalariados, os trabalhadores, os funcionários públicos e os rentistas, exceto se os seus salários, vencimentos e rendas sejam atualizados; e fortalece os fortes, porque o valor dos seus bens e do seu patrimônio aumenta.
O aumento dos preços de alguns bens ou serviços em particular não constitui inflação, o processo inflacionário é caracterizado quando há um aumento generalizado dospreços. Quando a maioria dos bens e serviços torna-se mais caros, constitui-se então a inflação. Com o aumento dos preços, tem-se a perda do poder aquisitivo da moeda, ou seja, uma mesma quantidade de moeda irá adquirir menos produtos, pois eles estão mais caros.
O efeito da inflação é não só econômico e financeiro, mas também um fator de intranqüilidade política e social. A inflação acelera osgastos dos agentes econômicos e diminui a propensão ao encaixe de moeda (FERREIRA, 1993).
Nesse contexto, Bresciani-Turroni, na obra Economia da Inflação (Economics of Inflation, Londres, 1937 apud in Ferreira, 1993, p.33), destaca determinados fenômenos característicos da hiperinflação: a) o receio e a fuga perante a moeda, porque essa perde a sua função de reserva de valor; os encaixes tendem adiminuir, pois as pessoas passam a comprar mercadorias, bens, ouro e divisas estrangeiras; b) a moeda perde a sua substância e o seu poder aquisitivo; c) há uma deslocação dos mercados nacionais e da estrutura dos preços internos, pois os preços se adaptam ao curso do câmbio estrangeiro e mesmo se elevam mais depressa do que este.
Em um ambiente não inflacionário, as variações dos preços relativosocorrem em resposta a desequilíbrios entre oferta e demanda ou a variações nos custos relativos de produção. Com a inflação, estas sinalizações deixam de existir, podendo provocar distorções na alocação de recursos da economia. Como os preços médios sobem, mas não no mesmo ritmo e ao mesmo tempo, surgem problemas também na distribuição de renda.
De acordo com Gremaud, Vasconcellos e Toneto Jr....
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