Pitty

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  • Publicado : 10 de abril de 2013
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Saí da terapia, passei na farmácia ao lado, liguei pra um taxi.
Entrei e o tiozinho começou a puxar conversa. “E essa chuva?” “Tá indo pra casa?”“Você trabalha ali?”
Eu respondendo, mas na retranca. Comecei a mentir.
- Como é seu nome? 
- Consuelo.
- Trabalha com o quê, Consuelo?
- Ah,sou costureira.
- Mas você não é daqui não, né? Esse sotaque… é de onde? 
- Bahia. O senhor também tem sotaque, é Nordeste também?
- É,Pernambuco. Mas tô aqui faz tempo já, acham até que perdi o sotaque. Tem um monte de nordestino por aqui, o que menos tem em São Paulo é paulista.  Eainda têm preconceito com a gente, viu? Volta e meia escuto uns desaforos.
- Ah, mas nessas horas eu nem dou atenção…
- Pois é, outro dia mesmo eutava conversando com um desses e falei assim “se preocupe não que daqui a um tempo 95% da população vai ser de paulista”. Né não? A gente vai tendofilho, tendo filho… e eles nascem aonde? Aqui, né? Tudo paulista, mas tudo filho de nordestino!
- Verdade, não tinha pensado nisso…
Aí fomos nessaconversa até que cheguei ao meu destino. Paguei, estava saindo. Ele:
- Tá bom Consuelo, obrigado, viu? Quando tiver por ali passa lá no ponto eme procura pra gente tomar um café junto, bater um papo, se conhecer melhor.
???????????
Aí fiquei sem saber se:
1- o tiozinho tava me paquerando2- o tiozinho me reconheceu e tava tirando um sarro
3- o tiozinho é só gente fina mesmo e gosta de conversar com as pessoas.
Que mundo doido.
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