Pintores do impressionismo

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Pintores do Impressionismo



• Max Liebermann
Max Liebermann (Berlim, 20 de Julho de 1847 - 8 de Fevereiro de 1935) foi um pintor, gravurista e litógrafo alemão, essencialmente ligado ao impressionismo e ao primeiro grupo de vanguarda alemão. Filho de um empresário judeu, faleceu poucos anos antes da perseguição antissemita de Hitler, que, em 1943, não poupou a sua esposa que,horas antes da detenção dos soldados nazis na casa da família, suicidou-se.
Em Berlim, sua cidade de nascimento, Liebermann estudou primeiramente Leis e Filosofia, descobrindo que a sua vocação se voltava para os ambientes artísticos ao ingressar, em Weimar, numa escola de pintura e desenho, no ano de 1869. Estudou depois em Paris, em 1872, e na Holanda, durante 1876-1877. Regressando depois àAlemanha, instala-se em Munique por algum tempo, mas regressa à capital, Berlim.
Juntamente com Lovis Corinth e Max Slevogt, Liebermann tornou-se o expoente do impressionismo alemão. Usou a sua riqueza para comprar alguns trabalhos de artistas franceses, formando uma boa coleção de arte impressionista. Inspirado nestes trabalhos, e profundamente obscuros no estilo provocante e sensual de Manet,tornou-se um célebre retratista em Berlim. Todavia, as suas escolhas refletiam principalmente cenas do seu jardim, perto do Lago Wannsee, e o quotidiano burguês, habitual na pintura impressionista. A sua arte, mais do que nunca, torneava o impressionismo.
De 1899 a 1911, Max assistiu e colaborou na formação do primeiro grupo avant-garde, a Berliner Secession, traduzido, a Secessão de Berlim. Em 1920,reconhecido o seu trabalho, Max passa a presidir a Academia Prussiana das Artes, resignando o cargo em1932, após a academia ter decidido que não empregava mais judeus ou descendentes seus. Após a marcha das tropas nazis através das Portas de Brande burgo, celebrando a tomada de poder de Adolf Hitler, Liebermann comentou: ‘’Não consigo comer tanto quanto gostaria de vomitar!’’
Anos depois, em1935, Max Liebermenn faleceu. Em 2006, a Sociedade Max Liebermann abriu ao público um museu permanente, com a sua obra e outros objetos pessoais.


• Emmanuel Zamor

Emmanuel Hector Zamor (Bahia, 19 de maio de 1840 - França, 1917), alcunhado Le petit brésilien, foi um pintor e cenógrafo brasileiro radicado na França.
Especializou-se na pintura de paisagens e naturezas mortas, sofrendoinfluências dos artistas ligados à escola de Barbizon e dos impressionistas.



Vida e Obra:

Mulato, oriundo de família humilde, Emmanuel Zamor foi adotado pelo casal de franceses Pierre Emmanuel Zamor e Rose Neveu naparóquia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador. Na Europa, já por volta de 1845, iniciou estudos de música e desenho. Frequentou a Academia Julian de Paris e começou atrabalhar como cenógrafo. Presume-se, por questões estilísticas, que Emmanuel tenha entrado em contato nessa época com os pintores de Barbizon e com os artistas que logo seriam definidos como impressionistas: Cézanne, Renoir, Degas, Pissarro, Sisley e Monet.
Em 1860, Emmanuel retornou à sua terra-natal, estabelecendo-se em Salvador. Sua pintura, marcada pela sóbria predominância dos tons verde-musgoe ocre, adquire então uma uma nova luminosidade e colorido, onde sobressaem tons de vermelhos e laranjas assimilados da natureza e da atmosfera tropicais. Um incêndio em sua residência, entretanto, destruiu quase totalmente a sua produção local. Com a morte do pai adotivo, em 1862, Zamor retornou definitivamente à França.
A partir de então, tornam-se numerosas as lacunas em sua biografia. Há umaimagem do artista atribuída a Maurice Nadar[1], fotógrafo que registrou os mais importantes intelectuais e artistas da França do final do século XIX, o que atestaria algum reconhecimento de seu talento no cenário artístico europeu. Não obstante, as últimas notícias a seu respeito descrevem-no vivendo, casado e sem filhos, em uma situação de miséria, tendo de usar seus trabalhos como lenha para...
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