Pim plano interdisciplinar de radioterapia

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INTRODUÇÃO

A radioterapia é um dos ramos da medicina que mais evoluiu, seu desenvolvimento se confunde com o do descobrimento dos raios X. Nos últimos cem anos, os tratamentos utilizando raios X vêm sendo aplicados cada vez mais na medicina.
O câncer antes do advento da radioterapia era considerado uma sentença de morte, o paciente que tinha diagnóstico de câncer estava condenado, hoje amorte por câncer esta relacionada ao diagnóstico tardio dele, sendo primordial o diagnóstico precoce. O câncer é uma patologia multifatorial, cuja incidência na população avança de forma paulatina, não distinguindo classes.
No inicio do desenvolvimento da terapia por radiação, tinha-se consciência do caráter destruidor da radiação no tecido biológico, tanto é que os estudos relativos à proteçãoradiológica tiveram um avanço consistente. Mas ainda em nossos dias, algumas questões referentes à interação da radiação com a matéria têm gerado discussões.
Em radioterapia, aplica-se no paciente uma dose bem definida de radiação com o único propósito de debelar um câncer, a partir daí, pode-se inferir que radioterapia é a ferramenta que utiliza radiação ionizante no tratamento de câncer, sendo ouso médico da radiação o único em que os pacientes são expostos intencionalmente. O objetivo na terapia de radiação é duplo: entrega e distribuição de dose, para isto, é preciso que se tenha o controle máximo em relação ao tumor, seu tamanho, forma, tipo e localização. Em aplicações terapêuticas, as doses são altas e um desvio da dose prescrita pode ter conseqüências severas ou até mesmo fatais, porisso, o sucesso ou a falha de um tratamento de radioterapia depende da dose depositada no volume alvo.
De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 11 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer todos os anos, sendo estimado que a partir de 2020 ocorra cerca de 16 milhões de novos casos por ano. Além disso, o câncer causa, anualmente, sete milhões de mortes, ouseja, 12,5% das mortes do mundo. Entre as modalidades terapêuticas, a radioterapia representa um recurso bem estabelecido para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Aproximadamente metade dos pacientes com câncer utiliza a radioterapia em alguma fase do tratamento da doença, seja de maneira isolada ou associada a outras formas de terapia oncológica.
O uso de altas doses de radiação, apesar deser comumente observado no tratamento de tumores malignos, pode gerar efeitos colaterais não desejados, devendo-se ao fato de que a radiação ionizante não consegue distinguir células tumorais de células sadias, consequentemente, a destruição do tecido saudável limita a ampla capacidade da utilização da radioterapia.
Paralelamente ao avanço da Medicina neste campo, com a progressiva constatação dosefeitos indesejáveis da radiação, foram sendo criados dispositivos e normas de proteção que têm permitido que as práticas atuais sejam infinitamente mais seguras do que antes. Outro campo que cresceu muito é o da dosimetria que tem como foco, o controle da dose absorvida e da qualidade, utilizando-se dos mais variados tipos de dosímetros, como câmara de ionização, filmes, químicos, eletretos eoutros mais PAULO citando WILLIAMS e THWAITES 2000.

1 HISTÓRIA DA RADIOTERAPIA

Em Novembro de 1895, em um laboratório da Universidade de Wurzburg, na Alemanha, a luminosidade de uma placa de platino-cianeto de bário originou uma das descobertas científicas que mais marcaram o século XX. Foi, sem dúvida, aquela em que a física e a medicina mais rapidamente se aliaram. O protagonista dessaempreitada foi um físico alemão chamado William Conrad Roentgen. Logo após a descoberta dos raios X, Roentgen publicou dois artigos denominados “Uber eine neue Art Von Strahlen” ou “Sobre uma nova espécie de radiações”.
Em 1896, Becquerel estabeleceu que sais de Urânio emitem radiações análogas aos Raios-X e que impressionavam chapas fotográficas, o que já havia sido observado em 1867 por Saint...
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