Pierre villar a guerra da espanha - fichamento

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FICHAMENTO

VILAR, Pierre. A guerra da Espanha, 1936-1939 / Pierre Vilar ; Tradução Regina Célia Xavier Freire ; revisão técnica Claudio Batalha. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1989.

Pierre Vilar (Frontignan, 03 de Maio de 1906 - Saint Palais, 07 de Agosto de 2003) foi um historiador francês, especialista na história da Catalunha. Pierre Vilar estudou Geografia na EscolaNormal Superior de Paris entre 1925 e 1929, tendo como referência o professor Albert Demangeon. Entre 1931 e 1936 foi bolsista da Escola de Altos Estudos Hispânicos na Casa de Velázquez, em Barcelona. Após uma formação convencional, Pierre Vilar integra-se na corrente da Escola dos Annales, movimento iniciado por Marc Bloch e Fernand Braudel. Na sua formação é igualmente marcante a influência dohistoriador francês Ernest Labrousse. Em agosto de 1939, foi mobilizado como tenente do exército francês. Feito prisioneiro em 16 de junho de 1940, permanece em cativeiro em vários campos para oficiais prisioneiros (Oflags) na Alemanha, Polônia e Áustria, até maio de 1945.
Diretor de estudos na École Pratique des Hautes Études em 1951, em 1965 é nomeado para a cátedra de História Econômica eSocial criada por Marc Bloch na Sorbonne. É com a obra «O Ouro e a Moeda na História: 1540-1920» (1969), uma história notável dos sucessivos sistemas monetários, do monometalismo e bimetalismo ao desenvolvimento da moeda fiduciária, que Pierre Vilar se torna conhecido do grande público. Reconhecido especialista na história da Catalunha, publicou diversas obras de referência sobre esta regiãoda Península Ibérica. Sofrendo de cegueira progressiva desde 1991, teve de parar seu trabalho. Morreu em 2003, com 97 anos.
No prólogo o autor nos fala que quando soube da sublevação militar na Espanha, ele estava hospedado na casa de um hispanista seu amigo e que esse tinha uma grande paixão pela Espanha católica e tradicional, e ele por ter opiniões contrárias a do seu amigo o senhor MauriceLegendre, era motivo de amigáveis discussões.
No inicio do capítulo um, intitulado por que a Guerra Civil? Vemos o porquê dessa amigável discussão, já que notamos o grau de atenção das autoridades eclesiásticas em relação ao comunismo se acentuou consideravelmente. Como ele mostra: A Espanha do século XX herda do século XIX graves desequilíbrios; sociais: vestígios do antigo regimeagrário, estruturas incoerentes da indústria; regionais: um desenvolvimento desigual opõe, mental e materialmente, no seio do Estado, antigas formações históricas; espirituais: a Igreja Católica mantém uma pretensão dominadora, à qual responde um anticlericalismo militante, político-ideológico em uma certa burguesia, passional nas massas populares anarquizantes. É o peso desses problemas que é precisomedir antes de mais nada.
Para Pierre Vilar, a Guerra Civil Espanhola foi com certa frequência descrita como uma guerra de religião. No entanto, o autor acredita que o conflito de 1936 não foi gerado pelos contrastes culturais e, simultaneamente, pelos choques doutrinais entre, por exemplo, as convicções católicas e o ateísmo militante dos anarquistas. Segundo Pierre Vilar, “as estruturasinternas eram mais complexas do que ela própria havia imaginado”, ocasionando não apenas o fracasso do levante militar, como uma consequente convulsão social e uma guerra civil que trouxe caos, miséria e violência indescritíveis à sua população. Vilar atribui à guerra civil a três problemas principais: desequilíbrios sociais, nos quais destacam-se tanto os problemas agrários quanto os de caráterurbano, visto que os operários, ainda que em menor quantidade, eram bastante ruidosos e organizados; desequilíbrios regionais, que constituem os nacionalismos basco e catalão, presentes e relevantes ainda nos dias atuais e que não reconhecem o unitarismo espanhol; e, por fim, os desequilíbrios espirituais, que denotam uma Espanha separada também entre os defensores de um regime monárquico, que...
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