Pib versus fib

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  • Publicado : 8 de setembro de 2012
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O PIB (Produto Interno Bruto) “é o indicador mais utilizado da atividade econômica. Ele está no cerne de todo o Sistema de Contas Nacionais, e sua metodologia é rigorosamente definida e normatizada, permitindo a comparação internacional e a agregação. O PIB combina num único indicador o valor total de mercado de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de um território econômico do paísdurante determinado período.” Na maioria dos casos, é calculado numa base trimestral e anual.
Felicidade interna bruta (FIB) é um indicador sistêmico desenvolvido no Himalaia, num pequeno país chamado Butão. O conceito nasceu em 1972, elaborado pelo rei butanês Jigme Singya Wangchuck. Desde essa época o reino do Butão, com auxílio do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)começou a colocar em prática um novo sistema para medir o progresso de uma nação.
Utilizando a fórmula do FIB, deve-se considerar além do aspecto econômico, o aspecto da qualidade de vida da população e a preservação ambiental. O FIB é baseado na premissa de que o objetivo principal da sociedade não deveria ser somente a medida de desenvolvimento, crescimento econômico, mas a integração dodesenvolvimento material, cultural, psicológico e a preservação ambiental.
Ao contrário do que acontece com o PIB, o FIB considera as atividades não remuneradas como o aproveitamento do tempo, cuidados com a família, esgotamento de recursos naturais e bem-estar humano. Acredito que avaliar os danos ambientais e o bem-estar humano sejam dois pontos positivos relevantes.
Em comparação às vendas de uma empresaou ao custo de funcionamento de uma escola pública, ou mesmo da economia do voluntariado e do trabalho feminino domiciliar, a qualidade de vida é bem mais difícil de medir. Este é um ponto fraco dessa medida, mas a realidade é que, enquanto não forem adotadas formas aceitas e generalizadas de medir os resultados das nossas atividades, não teremos como avaliar nem políticas públicas nem privadasEm contraponto, acho difícil alcançar uma boa qualidade de vida sem que já exista uma estabilidade econômica. Como pagar uma boa escola para meus filhos? Como me dedicar a um esporte se não tenho como pagar? Como um país pobre e pouco desenvolvido vai oferecer boas políticas públicas de cultura e lazer para a população? Na minha humilde opinião,as duas coisas são interdependentes.
Semestrutura econômica não existe recursos para gerar qualidade de vida e mantê-la. Ao mesmo tempo, como achar o equilíbrio entre trabalho, lazer e dedicação à família, quando se “corre atrás” das metas de traalho? Atualmente as pessoas estão cada vez mais sem tempo para se dedicarem a si mesmas, já que precisam produzir mais. Mas sem termos o mínimo necessário, não há também a preocupação com qualidade devida, como ocorre nas camadas mais pobres.
Algo parecido acontece com as empresas, que ao se preocuparem principalmente com os altos lucros, acabam deixando em segundo plano (ou em último) os cuidados com os recursos naturais, a qualidade de vida dos empregados, as medidas para redução da poluição, entre outras. Seus objetivos são basicamente de cunho econômico e não a preservação ambiental parafuturos herdeiros. Não há uma política de ações sustentáveis.
De acordo com a Gazeta do Povo, “quando um economista diz que o PIB vai crescer 5%, como se tem projetado para o desempenho do Brasil em 2010, significa que haverá mais produção, mas não é possível dizer a que custo porque a conta guarda dezenas de contradições.” Um exemplo bastante usado é o dos acidentes de trânsito. Quando há umacolisão, o PIB aumenta, pois há demanda por serviços de oficinas e peças”.
“Quando você bebe água mineral, contribui mais para o PIB do que tomando água da torneira. Mas não se leva em conta que o impacto ambiental de uma garrafa de plástico e do transporte em caminhões é exponencialmente maior do que abrir a torneira”, compara o economista Ladislau Dowbor, professor da PUC-SP. Este é um exemplo...
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