Pesquisa sobre doença de chagas e malaria

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  • Publicado: 7 de agosto de 2012
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TRABALHO DE PARASITOLOGIA
DOENÇA DE CHAGAS E MALÁRIA

CURITIBA
2011











1. INTRODUÇÃO

A incumbência de discorrer sobre doenças infecciosas como a malária e a doença de chagas, parte integrante do conteúdo da matéria de parasitologia na grade do curso de nutrição, em princípio nos levaram a indagação – em que ponto o aprofundamento neste assunto se relacionaespecificamente com a nutrição – indagação esta perfeitamente respondida na medida em que nos aprofundamos no assunto. Descobrir que as doenças infecciosas e parasitárias configuram, segundo a OMS entre as principais causas de morte em todo o mundo, e, em especial em países tropicais como o nosso chegam a figurar entre as principais causas de morbidade/mortalidade infantil.
A respeito da malária consta que nadécada de 40, dois terços da população mundial viviam sob o risco de contrair malária. Em 1955, a Organização Mundial de Saúde (OMS) iniciou um programa global de erradicação da endemia, o que contribuiu para uma diminuição marcante do número de casos, e conduziu à interrupção da transmissão da malária na maioria das regiões temperadas. A partir do final da década de 60 houve um recrudescimentoda malária, com índice de prevalência próximo àquele observado anteriormente às medidas de controle citadas. Atualmente ocorrem cerca de 300 milhões de casos clínicos por ano. Uma criança africana morre a cada 30 segundos por malária. É importante lembrar que estudos intensos tem sido objeto de constantes revisões nos anos recentes visando à identificação e erradicação das várias espéciestransmissoras. Com o acelerado desenvolvimento de ferramentas de biologia molecular, várias espécies novas têm surgido principalmente a partir do desmembramento de espécies crípticas (indistinguíveis morfologicamente), o que torna permanente a luta contra a malária. (www.sucen.sp.gov.br/atuac/malari.html)
Em relação à doença de chagas, assim denominada em homenagem ao seu descobridor, o médico brasileiroDr. Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas, as drogas hoje disponíveis, são eficazes, apenas na fase inicial da enfermidade, daí a importância da descoberta precoce da doença. E, embora ainda não se disponha de vacina para uso imediato atualmente existem estudos específicos que após identificar fatores que se constituem em agentes patógenos fisiológicos do seu vetor o “barbeiro”, aventam apossibilidade de desenvolvimento de uma vacina recombinante capaz de interagir satisfatoriamente. (Neves,2009)
O grande desafio do nosso país para alçar ao desenvolvimento completo passa pela superação deste quadro, pois mais que limitar a capacidade de produção e de aprendizado, as parasitoses geram em suas formas mais graves, um exército de enfermos que pesam nos orçamentos da saúde pública. E aindasegundo Luiz Rey (2001) – “ mais do que pela mortalidade resultante, essas doenças importam pela freqüência com que produzem déficits orgânicos, comprometendo o desenvolvimento normal das crianças e limitando a capacidade de trabalho dos adultos, em regiões do mundo em que já é baixa, por outras razões, a produtividade per capita da população”.
As pesquisas realizadas em incursões por estas duasdoenças parasitárias nos levaram a entender o ponto em que a matéria se cruza com a nutrição e nos levaram a entender a importância do estudo da parasitologia como atividade intercurricular capaz de contextualizar e situar a saúde como um todo que envolve conhecimentos múltiplos.
Recentemente, diversos pesquisadores mostraram preocupação com a doença de Chagas, um dos fatores impeditivos paraalcançar as Metas do Milênio proposta pela ONU, os autores mostraram que o impacto da doença de Chagas é de 5 a 10 vezes maior do que o da malaria. Apesar do sucesso da operação no cone sul, que eliminou a doença no Chile e Uruguai e, restringiu muito na Argentina e Brasil, os demais países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e Peru e, os da América Central estão longe do controle atingido no...
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