Pesquisa documental - adolescentes, drogas e depressão

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  • Publicado : 25 de março de 2013
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VI PESQUISA
1- INTRODUÇÃO
Já que os levantamentos epidemiológicos sobre o consumo de álcool e outras drogas entre os adolescentes, no mundo e no Brasil, mostram que é na passagem da infância para a adolescência que se inicia esse uso – ressaltando o problema do crack , devemos perguntar,portanto, como a fé dos jovens tem sido corroída. E devemos procurar respostas a essas questõestanto na família como na sociedade. A sociedade influencia diretamente o indivíduo apenas depois que ele já tem uma certa idade. Nos seus primeiros anos esta influência ocorre através da família, a unidade imediata da sociedade. Precisamente porque a sociedade moderna tem exercido um efeito desintegrador na família, ela contribuiu grandemente para a perda da fé dos jovens.
Uma vez que aOrganização Mundial da Saúde , em seu relatório em 2001, sobre a saúde do mundo, relatou que de 30% a 90% dos pacientes atendidos em serviços especializados em dependência química de álcool e outras drogas, tem duplo diagnóstico, o assunto passou a ser preocupante tanto para o pesquisador desse projeto como para a humanidade. Mas muitos médicos duvidam do transtorno depressivo em adolescentes, poracreditarem na falta de maturidade psicológica e estrutura cognitiva adulta. Mesmo assim, tanto de um parâmetro internacional como nacional, a sociedade jovem/adolescente vem sofrendo e participando de uma grande massa depressiva que,conseqüentemente, faz uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas. Mas as prevalências variam em cada levantamento, de acordo com peculiaridades locais. Por isso,conclui-se que o planejamento de qualquer tipo de intervenção visando a redução do abuso de substâncias psicoativas por adolescentes necessita de uma pesquisa específica.
Outro aspecto a ser considerado é que são muitas as conseqüências psicossocias da depressão em adolescentes. E nessa ligação com a sociedade está a epidemia do uso de crack, por exemplo. Adolescentes descrentes nasociedade que os rodeiam. O futuro da humanidade está em depressão e mergulhando em um submundo de dor e sem fé. O assunto é de suma importância para todas as instituições existentes, independente de seus grupos étnicos e/ou comportamentos culturais, pois estamos todos interligados.



2- DESENVOLVIMENTO
1-PRIMEIRA PARTE
A depressão na adolescência tem sido um tema de crescente preocupaçãoentre os clínicos e pediatras, visto que seu reconhecimento vem aumentando ao longo dos anos. Há estimativas de prevalência em torno de 2% em crianças e 5% a 8% em adolescentes. Afeta não somente o jovem, mas também sua família e o grupo de amigos, sendo fator preditivo para risco de suicídio. Os primeiros relatos de crianças deprimidas foram feitos por Robert Burton (1621), quando descreveucrianças melancólicas: tristes, sem coragem e felicidade, desanimadas, humilhadas, sem prazer. Em 1946, Spitz descreve a depressão analítica em crianças separadas da mãe durante seu primeiro ano de vida. Sintomas como choro, tristeza, perda de peso, parada no crescimento, maior vulnerabilidade a doenças e até casos de morte foram descritos. Tais sintomas eram reversíveis caso o vincula com a família seestabelecesse.
Até meados de 1970 se acreditava que a criança e adolescente não poderiam deprimir, pois tinha estrutura de personalidade imatura. Outros acreditavam em equivalentes depressivos, a depressão mascarada, em que sintomas como enurese, transtornos alimentares, delinqüência, fobias, sintomas somáticos, retraimento social, agressão e medo da morte seriam comportamentosencontrados.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos sobre Dependência de Álcool e Outras Substâncias Químicas, mais de 80% dos jovens que usam drogas apresentam patologias como depressão e fobia social (timidez exagerada). Outro dado importante é que 90% dos adolescentes que cometem suicídio sofrem de depressão. “As meninas falam mais que vão se suicidar e não o fazem. Já os meninos falam...
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