Pesquisa ação colaborativa

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 28 (6751 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 10 de abril de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
TEXTO 5 PESQUISA-AÇÃO COLABORATIVO-CRÍTICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO (A) EDUCADOR (A) Denise Meyrelles de Jesus Mariangela Lima de Almeida Ines Martins Ramos de Oliveira Alexandro Braga Vieira

Este texto analisa os processos instituídos/instituintes de pensar a contribuição da pesquisa-ação sobre as realidades educacionais locais. Buscamos apresentar uma síntese de diferentes olharessobre a pesquisa-ação e também um metaolhar sobre os modos como o nosso grupo vem traçando nossas trajetórias. Assim neste texto partilharemos com o (a) leitor (a) sobre a processualidade dos movimentos de se observar/viver as experiências de escolarização e tentar evidenciar alguns de nossos “modos de fazer”. Tomamos como ponto de partida a necessidade de se instituir novos modos de conhecer asexperiências de escolarização, tarefa que entendemos solidária e partilhada entre todos (as) aqueles (as) envolvidos nos processos de ensinar e aprender, num movimento fundamental para articular projetos e utopias (JESUS,2008), construindo alternativas de sentidos e de práticas, criando condições de pertencimento e canais de expressividade. Neste momento, nosso desafio é discutir sobre pesquisa esuas implicações para o cotidiano escolar e pensar como se tem mantido as configurações entre esses dois aspectos, sem, no entanto, ter a pretensão de dar conta dessa complexa tessitura. Meirieu (2002) nos coloca a seguinte tensão: até que ponto as nossas pesquisas contribuem para auxiliar os professores a superarem as suas dificuldades? Nesse sentido, a discussão proporcionada por Silva e Freitas(2006) nos instiga e sustenta a necessidade de aproximar a pesquisa da escola, juntamente com as universidades, embora vários autores nos alertem para a “fragilidade desses laços” (PIMENTA, 2005; LÜDKE, 2005; MIRANDA; REZENDE, 2006; ZEICHNER; PEREIRA, 2005). Esses autores remetem-nos à necessidade de uma nova compreensão para investigar o ensino e as novas configurações que tecem o espaço públicoda escola, num movimento necessário de alargar os horizontes de pesquisa, em que a escola absorveu “[...] um contingente de [crianças e] jovens que não encontram na vida escolar respostas às suas demandas” (SPOSITO, 2006, p. 234). Fala-se, no entanto, da possibilidade de “[...] auto-reconhecimento, de reflexão e compreensão do mundo na condição de sujeito e a capacidade de agir coletivo”. Faznecessário compreender o lugar onde essas crianças e jovens vivem a sua experiência de escolarização, o que se constitui em complexo movimento. (SILVA; FREITAS, 2006). É preciso, então, reconhecer que as formas como muitas vezes temos “abordado” a escola têm funcionado como oposição ao movimento de aproximação de falar com a escola, a partir de seus atores-autores. Temos mais caído na armadilha defalar da/sobre a escola. Não temos sido seus interlocutores; mas, muitas vezes, seus críticos ferozes. Há que se buscar a

possibilidade de diálogo sobre uma realidade que resiste e com a qual o pesquisador pode “fazer com”. Nesse sentido, fica-nos clara a dificuldade de lidar com uma perspectiva que enfatize os pressupostos da racionalidade técnica e a demanda por buscar pressupostos de pesquisaque nos possibilitem interrogar/transformar criticamente a realidade educacional. O autor argumenta no sentido da incorporação do sujeito no seu próprio discurso, ou seja, “[...] recuperar o sujeito pensante” (p. 457) pela via do conhecimento. E isso se configura central à constituição de profissionais autônomos. Assim sendo, o envolvimento dos profissionais da educação com processos de pesquisa secoloca como uma forma constituidora de uma atitude de investigação, portanto, instituinte de uma outra forma de estar na profissão, uma forma de emancipação pelo conhecimento.
Acreditamos que, se quisermos uma escola que atenda à diversidade, ou seja, uma escola inclusiva, precisamos pensar com o outro, precisamos de um processo longo e constante de reflexão-ação-crítica com os profissionais...
tracking img