Perspectivas e desafios para o jovem arquiteto no brasil qual o papel da profissão? - joão sette whitaker ferreira

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Urbanismo B – 2º semestre 2012
Mariana Farinaccio Lotrario - RA: 12024196
FICHAMENTO 01
Perspectivas e desafios para o jovem arquiteto no Brasil
Qual o papel da profissão?
João Sette Whitaker Ferreira
A reportagem da revista AU, estimula uma reflexão sobre a lógica do que se considera em relação aos arquitetos de hoje. A questão é que a brilhante produção de alguns escritórios não deve sero único aspecto que representa o “sucesso” na profissão.
A frase diz tudo o que se quer discutir no artigo: “a arquitetura brasileira é fenomenal, mas aparece para nós como uma arquitetura apenas de casas chiques, e quando não, de prédios habitacionais e comerciais de luxo”. A grande fama de grandes nomes da arquitetura mundial, formam uma espécie de um “top” jet-set da profissão, alimenta aindamais esse tal fenômeno. Ultimamente, grandes nomes da arquitetura nacional recentemente manifestaram publicamente seu temor face à “invasão” do nosso mercado por parte desses papas da profissão, quando na verdade essa é apenas a conseqüência de uma lógica que eles mesmos sempre ajudaram a alimentar.
A grande competição e as poucas oportunidades de trabalho, fazem com que a vida dos grandesescritórios não seja nada fácil. Por isso que se contratam tantos estudantes como forma de mão de obra barata.
Além disso, quando há a produção de um comércio legal nos centros urbanos, ela não é uma arquitetura de qualidade, pois não inova em nenhuma característica e renega os conceitos de “boa arquitetura”: verticalização feita sem pensar no coletivo, o grande aparecimento de automóveis ao invés dautilização de transportes coletivos, a opção por condomínios fechados. Tudo isso impossibilita a transformação do espaço urbano para algo de qualidade, pois as pessoas encontram isso em mini-cidades muradas.
E o problema de tudo isso não está nos escritórios ou na arquitetura voltada para o mercado de luxo, mas sim no conceito que só esse tipo de arquitetura é importante e reconhecida. Emconsequência, a disputa para entrar em um escritório é imensa e faz alguns profissionais trabalharem praticamente de graça. A culpa desse tipo de pensamento não é apenas dos arquitetos, mas da sociedade, pois considera apenas a cidade formal como importante e exclui os bairros e periferias de propostas urbanísticas. Além disso, as universidades também passam a ter uma parte da culpa, pois levam emconsideração apenas o lado da arquitetura elitista, feita para os grandes centros e bairros nobres. E quando um arquiteto “autoral” procura democratizar a cidade, ele se depara com uma grande burocracia e dificuldades que acabam impedindo essa igualdade urbana.
Se finalizando em resultados chocantes para o brasileiro como uma simples chuva de verão pode virar um desabamento e nenhuma providência sertomada. Poluições, congestionamentos, enchentes, espaços abandonados avançam em nossas grandes cidades, inspirando o medo em qualquer um. Isso é uma causa da falta da “arquitetura e urbanismo”.
É colocado neste momento uma dupla possibilidade: por um lado podemos descobrir uma nova forma de criar cidades, e por outro podemos continuar a reproduzir o caminho da barbárie urbana. Assunto de extremadependência da opinião de arquitetos.
Estudos mostram que há uma mudança equacional ocorrendo nas migrações internas e nas redes de cidades, como a população e o PIB das cidades médias crescem mais do que as outras cidades brasileiras, inclusive as metrópoles. Esse fenômeno está relacionado ao crescimento da classe C, que entre 2005 e 2010 teria passado de 67,7 milhões para 98,8 milhões dehabitantes, com aumento de 50% em 5 anos. Portanto a produção do espaço edificado está focado na classe média e alta. A realidade existente nas atuações da arquitetura brasileira em cidades maiores, como São Paulo e Rio de Janeiro e menos visíveis em cidades menores mostra desenvolvimento, acompanhando o aquecimento do mercado. Porém não consegue relevar sua atuação, provocando o domínio do mercado...
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