Periodo regencial

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  • Publicado : 20 de outubro de 2011
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O período regencial começa em 1831, com a abdicação de dom Pedro I, e estende-se até 1840, quando dom Pedro II é aceito como maior de idade. É uma das fases mais conturbadas da história brasileira e de grande violência social. A menoridade do príncipe herdeiro acirra as disputas pelo poder entre as diferentes facções das elites. Pela primeira vez no país, os chefes de governo são eleitos por seuspares. Os brasileiros pobres continuam alijados da vida política da nação. As revoltas regionais, os motins militares e os levantes populares são violentamente reprimidos.
A composição das forças políticas - Na esfera política das Regências digladiaram-se as forças dispostas na estrutura da sociedade imperial, basicamente a mesma da época colonial. Ao iniciar-se o período, eram três as facçõespolíticas entrechocando-se na luta pelo poder: os restauradores, os liberais moderados e os liberais exaltados.

Os restauradores, também denominados caramurus, representavam uma parcela da classe dominante que havia apoiado o Imperador, quando este tendeu ao absolutismo. Mesmo depois da abdicação, passaram a lutar pela sua volta ao trono brasileiro, agitando os primeiros anos da Menoridade. Paraeles, a monarquia não significava apenas a preservação da antiga estrutura de dominação, nem dos privilégios. Estavam convictos, também, de que só o regime monárquico autoritário permitiria a continuidade da tranqüilidade e disputada preponderância. Dentre eles, muitos eram restauradores por interesse pessoal, como é o caso de José Bonifácio, agora tutor de D. Pedro de Alcântara. O seu reduto erao Senado e a associação política que os representava era o Clube Militar.

Com a morte de D. Pedro I, em 1834, os caramurus passaram a compor, com os direitos liberais ou moderados, o “regresso conservador”. Tornaram-se parte dos maioristas em 1840 e da facção áulica do início do segundo Reinado.

Os liberais moderados, entendidos como a direita liberal, correspondiam à outra parcela daaristocracia rural. Eram monarquistas, evidentemente, pois viam nela a proteção dos seus privilégios. Porém, desejavam-na constitucional, uma vez que a Constituição de 1824 assegurava a sua continuidade na posição de mando. Defendiam a manutenção da ordem em primeiro lugar e não pretendiam nenhuma reforma econômica ou social. Como opositores das reformas políticas, batiam-se pela centralizaçãopolítico-administrativa. O liberalismo que rotulava essa facção era apenas de fachada, adequado às suas necessidades de classe dominante. Preponderou durante os primeiros anos das Regências, dividindo-se a partir de 1835. Eram denominados chimangos e uniam-se sob a égide da Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional, fundada por Evaristo da Veiga. Empenharam-se no combate aos restauradores eexaltados federalistas, na defesa da ordem e da centralização, fornecendo subsídios para a orientação governista.

Os liberais exaltados, fazendo as vezes da esquerda liberal, eram representados não só por algumas parcelas da aristocracia rural, como também por outros segmento sociais. Apresentavam-se divididos em camadas sobrepostas, constituindo-se inicialmente por uma camada de homenslivres, destituídos de propriedades, ou pequenos proprietários. Variando de região para região, desenvolviam atividades nos centros urbanos ou nos campos, oscilando numa relação de dependência, entre a classe dominante e a classe que fornecia o trabalho. Seguia-se o aglomerado urbano e rural marginalizado de recursos: agregados, lavradores e citadinos, dedicados a pequenos expedientes e biscates.Enquanto os moderados batiam-se pela preservação da ordem e instituições, opondo-se a qualquer alteração no status quo, os exaltados eram os reformistas. Defendiam o direito de manifestação, reformas políticas, desde o estabelecimento de uma monarquia descentralizada até a.proclamação de uma República, a reforma na Constituição de 1824, ampliando principalmente a autonomia provincial, batendo-se...
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