Perda auditiva induzida por ruido

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CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO

Especialização em Enfermagem do Trabalho









Cristiano Gomes da Silva

João Neto Monteiro









Perda Auditiva Induzida Por Ruído (PAIR)























São Paulo

2012

Definição

As lesões auditivas consequentes à perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR) decorrem de alterações naestrutura interna da cóclea que acarreta lesões irreversíveis e sintomas como hipoacusia, zumbidos, plenitude auricular e otalgia. Níveis elevados de ruído maiores que 85 dbna durante 8 horas diárias, por longo tempo são suficientes para causar dano coclear. A perda auditiva deve ter se desenvolvido gradualmente num período de 6 a 10 anos de exposição contínua a níveis elevados de ruído no trabalho.Fisiopatologia

A perda auditiva decorre de lesão das células sensoriais do órgão de Corti no ouvido interno, é em geral bilateral, e tem evolução insidiosa, com perdas progressivas e irreversíveis, diretamente relacionadas com o tempo de exposição, com os níveis de pressão sonora, e com a suscetibilidade individual. Essa perda manifesta-se, primeira e predominantemente, nas freqüências de6000, 4000 e 3000 Hertz e, com o agravamento da lesão, estende-se às freqüências de 8000, 2000, 1000, 500 e 250 Hertz.

Prevenção

Sendo o ruído um risco presente nos ambientes de trabalho, as ações de prevenção devem priorizar esse ambiente. Como descrito anteriormente, existem limites de exposição preconizados pela legislação, bem como orientações sobre programas de prevenção econtrole de riscos, os quais devem ser seguidos pela empresa. Cabe ao Ministério do Trabalho, por meio das Delegacias Regionais do Trabalho (DRT), e ao serviço de vigilância à saúde a fiscalização do cumprimento da legislação pertinente.
Para isso, é fundamental que primeiro seja feita uma detalhada observação do processo produtivo, por meio da qual serão localizados os pontos de maior riscoauditivo (considerando-se também número e idade dos expostos), o tipo de ruído, as características da função e os horários de maior ritmo de produção. Essas informações são obtidas pela observação direta, levantamento de documentação da empresa e conversa com os trabalhadores.
As empresas devem manter, de acordo com as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, um Programa de Prevençãode Riscos Ambientais (PPRA–NR9), no qual os diversos riscos existentes no trabalho devem ser identificados e quantificados para, a partir dessa informação, direcionar as ações do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO-NR7), que procederá às avaliações de saúde dos trabalhadores.
1- Seleção do EPI adequado tecnicamente ao risco a que o trabalhador esta exposto e á atividadeexercida, considerando-se a eficiência necessária para o controle da exposição ao risco e o conforto oferecido segundo avalição do trabalhador usuário.
2- Programa de treinamento dos trabalhadores quanto sua correta utilização e orientação sobre as limitações de proteção que o EPI oferece.
3- Estabelecimento de normas ou procedimentos para promover o fortalecimento, o uso, a guarda, ahigienização, a conservação, a manutenção e a reposição do EPI, visando garantir as condições originalmente estabelecidas.
4- Caracterização das funções ou atividades dos trabalhadores, com respectiva identificação dos EPI´s utilizando para os ricos ambientais.
5- O PPRA deve estabelecer critérios e mecanismo de avaliação da eficácia das medidas de proteção implantada considerando os dadosobtidos nas avaliações realizadas e no controle médico da saúde previsto na NR-7.
Trabalhadores Acometidos
Trabalhadores que compõe o quadro de funcionários dos seguintes seguimentos industriais químico/petroquímico, têxtil, transportes, metalúrgico, bebidas, alimentos, mecânico, siderúrgico e editorial/gráfico.  Foram classificadas em algum desses seis grupos: produção, manutenção, serviços...
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