Pensamentos

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Resolva os exercícios a seguir e entregue-os, em seu polo, para o tutor presencial da disciplina.
A data limite para entrega do exercício é dia 28/02/2013
 1- “Quando falamos em mapas, imediatamente os associamos à Geografia. É um aspecto eminentemente cultural. Os mapas, portanto, representariam a Geografia, o que é geográfico (...) A geografia sempre foi confundida com os mapas. Na verdade,fazer Geografia era fazer mapas”. (MARTINELLI, 2006)
Explique a diferença entre a ciência geográfica e a cartografia, e aponte as correlações que fazem com que estes dois ramos do conhecimento estejam tão próximos entre si.
 2- Discuta a importância da transmissão da informação a partir das representações cartográficas, falando principalmente dos seus modelos tradicionais e atuais de comunicação.A leitura do mundo, para o geógrafo, passa pelo entendimento do espaço e dos seus territórios, e essa compreensão vem em larga medida através do uso dos mapas, ainda que Girardi (2000) e Martinelli (2006) apontem que os mapas nos trabalhos da geografi a, muitas vezes são usados apenas como “mapa-ilustração” e não como meio de leitura territorial. Talvez isso evidencie algo que há no imagináriodos geógrafos de que o discurso geográfi co, para ter validade, precisa fazer uso de mapas. Mas, às vezes, ele não é usado de maneira adequada. Para nós, geógrafos, parece claro que entender o mundo através da sua dimensão espacial e afi rmar a cartografi a como meio legitimo de fazer isso é fundamental.
Durante muito tempo imperou na Geografi a Crítica, talvez profundamente infl uenciada pelopensamento de Yves Lacoste (1988) em sua obra seminal “A geografi a: isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”, de que a cartografi a e, por conseguinte, os mapas, eram instrumentos da dominação capitalista. A Geografi a Crítica, por sua vez, promove um relativo esquecimento do pensar a cartografi a (GIRARDI, 2000, p. 42). Ler de forma crítica a sociedade parecia ter como requisito deixar de ladoessa “ferramenta de dominação”. Ao mesmo tempo, a geografi a quantitativa passa por um período fecundo de produção de modelos cartográfi cos (no seu sentido quantitativo), sendo duramente criticada pela Geografi a Crítica, como se poderia esperar. Os modelos e as representações cartográfi cas eram, assim, acusados como “aliados do diabo capitalista” para tomar as palavras de Brunet (2007c).As duascorrentes contribuíram, é verdade, de modo signifi cativo para o desenvolvimento da geografi a enquanto conhecimento científi co, cada uma com seus méritos e fragilidades. Sabe-se hoje que nenhum conhecimento científi co é neutro, e isso não se aplica somente à Geografi a. Ele pode servir para diferentes fi nalidades. Pode servir para a construção de um discurso emancipatório, assim como para aestigmatização, tanto para a liberdade quanto para a dominação. O conhecimento do qual se origina a técnica e a tecnologia abre imensas possibilidades entre a dominação e a liberdade. A questão que se coloca é a de como o conhecimento é posto à disposição das diferentes classes sociais e setores da sociedade. Certamente, a concordância é ampla quanto a afi rmação de que o acesso à tecnologia e à informação éextremamente desigual numa sociedade capitalista, como inúmeras vezes já apontou o geógrafo Milton Santos (2008).Nesses termos, é preciso, então, construir um discurso politicamente comprometido com as classes sociais mais desfavorecidas e não fi car ao largo dos avanços tecnológicos que servem para a dominação e oprimem a liberdade e a democracia de fato, muitas vezes em função da insistente
Num mundoque tem se tornado tão complexo, torna-se maior a exigência da aplicação de conceitos geográfi cos complexos, difícil de serem explicitados por uma cartografi a que tanto prioriza a precisão e o detalhe.
Os limites dos fenômenos geográfi cos podem hoje se tornar imprecisos, mas o espaço a que eles se vinculam ainda é elemento fundamental. Ao contrário dos cartógrafos, para o geógrafo o objetivo...
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