Pensadores

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  • Publicado : 12 de outubro de 2011
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Para recriar a educação é preciso primeiramente transformar o ser humano. Atualmente vive-se um momento na educação onde cada vez mais a desmotivação, a indisciplina, o stress, a frustração, a falta de respeito, o insucesso, a violência, a degradação da imagem do professor, a falta de compromisso dos pias com a educação dos filhos são conseqüência de uma escola tradicional que está totalmentecaduca.

É preciso humanizar o ser humano. O ser humano precisa ter consciência que viver é aprender a viver em equilíbrio consigo, com os outros seres e com a natureza em geral. Com base nisto acredita-se que é preciso uma profunda transformação em nosso sistema educacional. Esta transformação vem sendo discutida a anos. Algumas pessoas acreditam que renovar a escola é reinventá-la. O termoreforma virou moda na Europa e America Latina.

No Brasil, seis pesquisadores ganharam destaque:

• Edgar Morin : Autor de mais de trinta livros entre eles:

o O método (6 volumes): Nesta obra Morin trata da vida, do espírito, das ideologias, do imaginário, da  luta entre escolas diferentes de pensamento e da necessidade de tolerância. Ele mostra que é precisoaprender a contextualizar e a globalizar os conhecimentos.

o Introdução ao pensamento complexo : Segundo Morin é sistemático demais as pessoas possuir um sapiens ou dois, em sua autodenominação; é preciso acrescentar um demens, ficando: Homo sapiens sapiens demens, o que mostra o quanto somos descomedidos, loucos. Todo homem é duplo: ao mesmo tempo que é racional apresentacerta demência.

• Ciência com consciência: Trata o conhecimento científico não como um reflexo das leis da natureza. A obra afirma que o conhecimento cientifico traz consigo um universo de teorias, de idéias, de paradigmas, o que ao individuoremete, por um lado, para as condições bioantropológicas do conhecimento (porque não há espírito sem cérebro), por outro lado, para o enraizamentocultural, social, histórico das teorias.
o Os sete saberes necessários para a educação do futuro: Morin apresenta o que ele mesmo chama de inspirações para o educador ou os saberes necessários a uma boa prática educacional.

Morin acreditava que a ciência só existe com consciência. Era um pensador que através da exposição de suas incertezas, acredita na boa utopia, na reformada universidade e do ensino fundamental. Sempre defendeu sem medo e publicamente suas posições muitas vezes polemicas acerca de conflitos e de guerras, sempre se rende à democracia do debate para rever suas posições e argumentos, porque se opõe frontalmente à polícia do pensamento.

É um intelectual que tem como base uma ética planetária que se inicia a partir da ética individual, umaauto-ética. Morin não se esconde nas palavras pelo contrario se expõe diante delas.

Morin faz a seguinte citação em seu livro Meus Demônios, "exige-me que não dissimule a subjetividade nos meus escritos, que não me arvore em proprietário da verdade objetiva, que deixe que o leitor me veja, incluindo as fraquezas e mesquinharias, mesmo correndo o risco de dar aos meus adversários motivos parame ridicularizarem".

Quando Edgar Morin foi entrevistado pelo jornal Estado de São Paulo. Morin vê soluções para as crises do homem moderno, sobretudo na “periferia” mesmo com a ameaça do choque das barbáries entre Ocidente e Oriente. Quando questionado sobre como ele vê a evolução do Brasil e da América Latina neste cenário mundial de incertezas ele responde:

Se omundo se encaminhar para o confronto de barbáries, a América Latina não ficará a salvo das conseqüências disso. Nos momentos de crise, os povos costumam se voltar para si e para seus vizinhos e tratar de se amparar reciprocamente. Tudo o que espero, neste quadro de ameaças e incertezas - e torçamos para que as previsões mais sombrias não se concretizem -, é que os latino-americanos, rompendo as...
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