Pena de morte

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TRABALHO
DE
Ética

TRABALHO
ÉTICA E PENA DE MORTE

CUIABÁ, MARÇO DE 2012
CURSO: PEDAGOGIA
Discentes:



Ética e pena de morte
Curso Superior de Pedagogia


INTRODUÇÃO
Todos tem o direito a vida. A vida é o único instrumento que todo cidadão tem para conquistar e fazer valerseus direitos, viver a vida é um direito natural.
Mas até que ponto a vida humana pode ser colocada em discução? Á força da ideia da pena de morte está intimamente relacionada à cultura massiva do medo da violência. A pena de morte nada mais é senão a institucionalização pelo Estado de um dos mecanismos de defesa criados pela população para combater o acirramento da violência, enquanto osjusticeiros e os esquadrões da morte situam-se entre os instrumentos informais e oficiosos.
Viver é um direito de todos independentes de cor, credo ou religião.
Mas será que esta medida resolveria o problema da criminalidade? É o que veremos a seguir.

ÉTICA
“Ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade”. É uma ciência, pois tem objetivo próprio, leis próprias e métodopróprio”.

A PENA DE MORTE
A pena de morte (ou pena capital)é uma sentença aplicada pelo poder judiciário que consiste em retirar legalmente a vida de uma pessoa que cometeu um crime,considerado pelo poder como grave e justo de ser punido com a morte. A pena de morte foi aplicada em quase todas as civilizações através da historia. Alguns eram atravessados com bastões ou esmagados por elefantes, enquantooutros infelizes tinham a pele arrancada ou os ossos triturados. Selecionamos algumas penas capitais bizarras, com base no sofrimento causado às vítimas. Diante delas, os métodos tradicionais parecem piedosos. Afinal, o enforcamento e a cadeira elétrica têm, pelo menos, o mérito de matar com rapidez. A maioria dos países já aboliu a pena de morte, mas, de acordo com a Anistia Internacional, 78nações ainda promovem execuções de criminosos. Outras 22 preveem a pena, mas não a aplicaram nos últimos dez anos. A boa notícia é que 83 países sequer cogitam utilizá-la e 13 só mantêm a punição para crimes de guerra. O Brasil, que adotou a pena capital até o século 19, está nesse último grupo.
Poucos temas são tão apropriados ao debate quanto a questão da pena de morte. Mas sob o olhar da ética essainstituição seria defensável?
A teoria clássica da punição é conhecida como "retributivismo" princípio o qual os criminosos deveriam ser punidos no mesmo grau do ato que cometeram. A teoria se baseia em nossas intuições diárias. Afinal, quem discordaria de um sistema em que os criminosos recebem o que merecem?
Entretanto, na vida real, não há uma definição clara de como aplicar essateoria abstrata. Temos a tendência a pensar que a punição deve, de alguma maneira, "equivaler" ao crime. Mas não é fácil determinar os valores do crime e da punição. Por exemplo, quantos dias de aprisionamento "equivalem" a um roubo? Qual multa "equivaleria" à infração de estacionar em lugar proibido?
Nossa intuição quanto ao melhor modo de aplicar justiça em determinado caso nos ajuda adeterminar se a punição corresponde ao crime.
Nós simplesmente não temos nenhum meio óbvio de calcular uma punição específica para qualquer crime específico Considerando o que foi exposto, o assassinato parece estranhamente diferente. Talvez não possamos punir "igual por igual" outros crimes, mas o assassinato, podemos. Por exemplo, não sabemos com exatidão como punir um ladrão de formaequivalente ao crime.
Roubar dinheiro do ladrão? Já com um assassino, a idéia é clara. Podemos puni-lo de maneira igual ao crime - executando-o.
Essa visão é muito bem explicada pelo filósofo do século XVIII, Kant (1724-1804), que diz:
Todo e qualquer mal que você inflige a outro está infligindo a si mesmo. Se você o insulta, insulta a si mesmo; se rouba dele, está roubando de si...
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