Pedrinha no sapato

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  • Publicado : 24 de abril de 2013
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Pedrinha no sapato
Fiz essa foto do lixo na Suíça, onde morei por alguns meses depois de terminar minha pós-graduação na Itália. Em vez de coleta seletiva, o que vi na cidade de Aubonne foi uma“entrega seletiva”. Os moradores armazenavam o lixo em casa e, nos dias indicados, levavam tudo ao ponto de entrega.

Fiquei impressionada. Uma revolução aconteceu dentro de mim. Fui para casa sabendo quetinha uma missão a cumprir.

Reservei espaço na cozinha para acumular um monte de sacolas de lixo. Uma recebia só papéis; outra, papelões; uma sacola mais robusta ficou reservada aos vidros e outraainda aos metais; separei uma para plásticos; e mais uma para garrafas PET (feitas de um plástico de outra densidade e que, por isso, é reciclado de maneira diferente).

Ah, quase esqueço! Oóleo... O óleo que usava na cozinha também deveria ser levado ao ponto de coleta e reciclado. Os suíços não jogam óleo na pia da cozinha nem no vaso sanitário. Meu vizinho explicou que, quando faz frio, agordura endurece, solidifica e pode entupir a tubulação.

Num sábado pela manhã retirei as sacolas da cozinha. O porta-malas do carro ficou pequeno, mas levei tudo ao ponto de coleta, onde encontreimuita gente fazendo o mesmo. Adorei ver crianças ajudando os pais a recolher as tampas de garrafas PET (que também são de outro material plástico, cuja reciclagem é diferente).

Cada sacola tinha umcontêiner específico para ser despejada. Havia até um coletor menor destinado a pilhas e baterias. E havia o tal coletor para óleo. Curiosa, abri os contêineres e vi que os moradores da cidadezinhalevavam muito a sério a tarefa.

Minha cozinha no Brasil é menor do que a que eu tinha na Suíça. Meu prédio também não tem um espaço com latões coloridos e cartazes explicativos que possam ser vistospelos moradores. Mas, agora, nada me impedirá de separar o lixo da mesma forma. Aquela cidade e seus moradores precisam ser minha “pedrinha no sapato”.

Também gostaria que vocês se sentissem...
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