Pedagogia

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PAULO FREIRE E A PEDAGOGIA DA AUTONOMIA

A Pedagogia da Autonomia foi o último livro do educador Paulo Freire, o que explica – de certo modo – sua preocupação em se concentrar nos ensinamentos mais fundamentais na formação do docente. Para cumprir tal intento, o autor divide seu livro em três capítulos que agrupam uma série de instruções indispensáveis à prática docente. Ele ressalta aimportância de se refletir sobre cada um desses tópicos, e faz isso ligando seus ensinamentos sempre a questões básicas do cotidiano sócio-político de qualquer cidadão ordinário.
Cada capítulo traz uma reunião de tópicos, que debruçam, entre si, sobre uma temática semelhante. O primeiro ressalta a relação do professor com o aluno; o segundo está relacionado com as demandas do aluno – os modos possíveisde o professor dar o conhecimento – e finalmente, o terceiro, trazendo uma preocupação no que diz respeito as demandas do professor consigo próprio.
O autor faz uma introdução a qual chama de Primeiras Palavras, na qual tenta esclarecer algumas preocupações perpassadas durante a feitura do livro. Entre elas, a mais evidente seria o tom agressivo presente no texto em alguns momentos, que o autorchama de “raiva legítima”, pois se refere “às injustiças a que são submetidos os esfarrapados do mundo”. Freire tem uma preocupação em não transformar esta raiva, no que chama de “raivosidade”, ao contrário, usa este sentimento para construir um texto que, não é neutro ou imparcial e não perde de vista o olhar crítico que busca uma ética, a qual o autor se refere como, “ética universal do serhumano”.
Freire fecha suas Primeiras Palavras com um parágrafo genial, em que não só convida o leitor a desvendar sua obra, mas também o co-responsabiliza pela feitura do texto.
Este só existirá de fato no momento em que o leitor/professor em formação se entregar á leitura de modo curioso e crítico.
Vejamos, então, cada capítulo em particular, lendo-os de forma crítica e curiosa.
I – Não hádocência sem discência

“ O professor pensa ensinar o que sabe,
o que recolheu nos livros e da vida, mas
o aluno aprende do professor não necessariamente
o que o outro quer ensinar, mas aquilo que quer aprender”
Affonso Romano de Sant”Anna *

I . 1- Ensinar exige rigorosidade metódica.

É fundamental a um “educador democrático” reforçar a capacidade crítica do seu aluno sua curiosidade – elogo, sua insubmissão. Para isso é importante, se passar aos educandos uma rigorosidade metódica com que se deve lidar com os objetos cogniscíveis,fazendo isto através de um discurso “problematizador”. Ensinar não se esgota nas diversas possibilidades de se tratar um determinado conteúdo, mas se alonga ao modo como estes conteúdos são produzidos. Por esta razão, é vital que o educando seja capaz deperceber que o educador já teve ou têm experiências relacionais com a feitura de certos saberes e principalmente, que estes não podem meramente ser transferidos. O educando deve estar sujeito da construção do conhecimento bem como seu educador. A rigorosidade sistemática é um dos meios de fazer está consciência saltar aos olhos dos educandos.

I . 2- Ensinar exige pesquisa.

Freire acreditaque faz parte da natureza da prática docente a pesquisa, bem como a indagação, a busca de uma maneira geral. O importante é que o professor assuma este seu viés. Para isto ele parte da frase clássica: “Não há ensino sem pesquisa, nem pesquisa sem ensino”. É preciso pesquisar para se constatar e é constatando que se intervêm e é intervindo que se educa. Neste processo é que irá se formar o “pensarcerto”, que segundo o autor, é a transcendência da curiosidade ingênua para a epistemológica.
A curiosidade ingênua seria aquela que busca satisfazer a curiosidade sem nenhum método e/ou rigorosidade: já a epistemológica é aquela que se arma de rigorosidade metodológica para ir além, o que também implica, num segundo momento, no compromisso do educador com a cosciência crítica do educando....
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