Pedagogia

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Professor: César Augusto Nunes

A Liberdade

Liberdade, em filosofia, pode ser compreendida tanto negativa quanto positivamente. Sob a primeira perspectiva denota a ausência de submissão, servidão e de determinação; isto é, qualifica a independência do ser humano.

Gizeli Aparecida Clímaco Assunção
Larissa késsia de Oliveira Reis
Patrícia Auana Galdino
Vilma Inácio Galdino

1º ano dePedagogia-T20

2012


Liberdade versus Determinismo

Os críticos do determinismo reivindicam a não causalidade para justificar o livre-arbítrio e a livre escolha geralmente atribuindo aos deterministas um mecanicismo ou fatalismo tal como no pré-determinismo e no pós-determinismo citados acima. O que acima de tudo diferencia os deterministas, quaisquer que sejam de seus críticos é aafirmação destes últimos de que a alma, à vontade, o desejo e a escolha existem num universo à parte, separados do universo causal.
Para os críticos do determinismo, só essa posição dominante e exterior da alma pode explicar a liberdade. No entanto, há quem considere que essa crítica não leva em conta o terceiro exemplo de determinismo (co-determinismo), que reconhece modos de causalidade queengendram vários níveis de realidade (por exemplo, molecular, biológico, psíquico, social, planetário...), cada qual com uma consistência que lhe dá autonomia, jamais cessando, porém, de interagir com os outros níveis.
Filósofos tais como Nicolai Hartmann, Deleuze, Espinoza e Nietzsche não veem contradição alguma entre determinismo radical e liberdade. Para Deleuze, liberdade não é livre escolha nemlivre-arbítrio, mas sim criação. Somos livres porque somos imanentes ao mundo determinista, mundo onde não existe nada que seja singularmente determinado que não seja ao mesmo tempo singularmente determinante. Se supuséssemos que somos exteriores ao mundo determinista, cai-se num determinismo inerte passadista (pré-determinismo), onde, segundo ele, só nos resta à liberdade empobrecida chamadalivre-arbítrio e livre escolha, que é pré-determinismo porque toda escolha e arbítrio se dão entre duas ou mais entidades dadas, isto é, já determinadas, já criadas.

Sartre
Jean-Paul Sartre nasceu em Paris, em 1905. O pai morreu depois de 2 anos, e a mãe, Anne-Marie Schweitzer, mudou-se para casa do avô materno de Sartre. Talvez a ausência paterna possa explicar porque Sartre se tornou um homemradicalmente livre no sentindo de não existe um a natureza humana, é o próprio homem, uma escolha “situada” quem determinada sua própria existência. Sartre tinha uma imaginação muito criativa, por ter descoberto o mundo através da linguagem. Aos dez anos queria ser escritor, ganhou até uma máquina de escrever. Em 1924, quando já tinha dezenove anos, Sartre ingressou no curso de filosofia, não era umaluno brilhante, mias tinha muito interesse, principalmente nas aulas de Alain, que dedicava atenção a discussão de problema da liberdade. Terminando o curso de filosofia em 1928 Sartre prestou serviço militar na função meteorologista, depois disso teve uma cadeira de filosofia numa escola secundária. Nesse tempo escreveu um romance “A lenda da verdade”, que foi recusado pelos editores. Em 1933passou um tempo em Berlim estudando a fenomenologia de Edmund Husserl, e as teorias existencialistas de Heidegger e Karl Jaspes e a teoria de Marx Schuler. Estudou as obras de Kierkegaard. A partir daí, apoiado nessas referências, Sartre elaborou sua própria versão da filosofia existencialista. Mais tarde na Alemanha iniciou suas redações e publicações.
Com a Segunda Guerra Mundial, Sartre foiconvocado para servir como meteorologista na Larina. Em junho de 1940, caiu prisioneiro e acabou no campo de concentração da Alemanha, um ano mais tarde conseguiu escapar e foi para Paris. La fundou o grupo socialismo e liberdade, com a intenção de colaborar com a Resistência, começou a produzir panfletos clandestinos contra a ocupação alemã. Em 1943 encenou sua primeira peça teatral “As moscas”, onde...
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