Pedagogia da autonomia

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Leitura: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa - Capítulo 3: Ensinar é uma especificidade humana. Páginas 91 a146. São Paulo: Paz e Terra, 1996 ( Coleção leitura ).
Assunto: (...) Formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativo- progressista em favor da autonomia do ser dos educandos. (...)( p.13)

Palavras-Chave: autonomia, pedagogia,prática educativa.

Objetivo: Resgatar “de forma atualizada, leve, criativa, provocativa, corajosa e esperançosa, questões que no dia a dia do professor continuam a instigar o conflito e o debate entre os educadores e as educadoras. O cotidiano do professor na sala de aula e fora dela, da educação fundamental à pós graduação.” (p.9)

Capítulo 3: Ensinar é uma especificidade humana

3.1-Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade (p.91 a 96)

O professor que não leve a sério sua formação, que não estuda, que não se esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe.(...). Há professoras cientificamente preparados mas autoritários a toda prova. O que quero dizer é que a incompetência profissionaldesqualifica a autoridade do professor.(p.92)
Outra qualidade indispensável à autoridade em suas relações com as liberdade é a generosidade.(...). A arrogância que nega a generosidade nega também a humildade. (...) (p.92)
A autoridade docente mandonista, rígida, não conta com nenhuma criatividade do educando. Não faz parte de sua forma de ser, esperar, sequer, que o educando revele o gosto deaventurar-se.(p.92-93)
(...)O educando que exercita sua liberdade ficará tão mais livre quanto mais eticamente vá assumindo a responsabilidade de suas ações. Decidir é romper e, para isso, preciso correr o risco.(...) (p.93)
Me movo como educador porque, primeiro, me movo como gente.(p.94)
Ensinar e, enquanto ensino, testemunhar aos alunos o quanto me é fundamental respeitá-lose respeitar-me são tarefas que jamais dicotomizei. (p.94)
Como professor, tanto lido com minha liberdade quanto com minha autoridade em exercício, mas também diretamente com a liberdade dos educandos, que devo respeitar, e com a criação de sua autonomia bem como com os anseios de construção da autoridade dos educandos.(p.95)


3.2 - Ensinar exige comprometimento (p.96 a 98)


Saberque não posso passar despercebido pelos alunos, e que a maneira como me percebam me ajuda ou desajuda no cumprimento de minha tarefa de professor, aumenta em mim os cuidados com meu desempenho. Se a minha opção é democrática, progressista, não posso ter uma prática reacionária, autoritária, elitista. Não posso discriminar o aluno em nome de nenhum motivo.(p.97)
Devo revelar aos alunos aminha capacidade de analisar, de comparar, a avaliar, de decidir, de optar, de romper. Minha capacidade de fazer justiça, de não falhar à verdade. Ético, por isso mesmo, tem que ser o meu testemunho. (p.98)


3.3 - Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo. (p.98 a 104)


Outro saber de que não posso duvidar um momento sequer na minha práticaeducativo-crítica é o de que, como experiência especificamente humana, a educação é uma forma de intervenção no mundo.(p.98)
Continuo bem aberto à advertência de Marx, a da necessária radicalidade que me faz sempre desperto a tudo o que diz respeito à defesa dos interesses humanos. Interesses superiores aos de puros grupos ou de classes de gente. (p.100)




Não posso ser professor se não percebocada vez melhor que, por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição.(...). Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação...
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