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A(o) Excelentíssimo(a) Senhor(a) Juiz(a) de Direito
....Vara Cível

Comarca de Caxias do Sul – RS

ALFONSO DA SILVA, brasileiro, casado, motorista, inscrito no RG sob o nº 150.150.150-90, CNH nº 00535667771, categoria ABCDE, residente e domiciliado a Rua José Afonso, 55, apto. 02, Bairro São Caetano, CEP 95010-000, na cidade de Caxias do Sul, RS, vem apresença de Vossa Excelência, através de seus procuradores infra-assinados, que recebem intimações na Rua 18 do Forte, n° 2130, nesta cidade de Caxias do Sul/RS, ajuizar

AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS CUMULADA COM LUCROS CESSANTES

Contra COMPANHIA DE SANEAMENTO DE SÃO PAULO, pessoa jurídica de direito público, com sede na Rua Portugal, n° 150, Bairro: Centro, CEP:88000-320, na cidade de São Paulo/SP, onde deverá ser citada para responder a presente ação, pelos seguintes fundamentos de fato e direito que passa a expor:

DOS FATOS:

Em 27 de novembro de 2010, por volta das 14hs, o autor realizava a travessia da avenida (de a pé) na faixa de pedestre em direção ao seu caminhão estacionado na Avenida Paulista, quando foi surpreendido peloveículo Hillux, placas xxxx, dirigida por Hélio Antônio Pena, a serviço da Companhia de saneamento de São Paulo. Do atropelamento resultou graves ferimentos ao autor que comprova pelos documentos juntados e nos relatos a seguir.

Face a imprudência do réu em trafegar em uma avenida de grande movimento restaram os danos materiais arrolados pelo Boletim de Ocorrência de Acidente deTrânsito com Danos Materiais com Vítimas nº 552310 elaborado pelo Departamento Executivo de Trânsito da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana de São Paulo – SP.

Ressalta-se a existência de testemunhas, no local do sinistro, que presenciaram a ocorrência do fato e que relataram os fatos aos fiscais de trânsito o ocorrido.

As negociações entre autor e réu,para uma solução consensual do sinistro resultou infrutífera, vez que, até o presente momento o primeiro não acusou recebimento de nenhum valor do segundo para compensação das perdas ocorridas em razão do atropelamento, nem o pagamento de despesas hospitalares realizados por motivo do acidente de trânsito.

O autor foi socorrido no local e internado no Hospital Metropolitando de Urgênciae Emergência, onde permaneceu por 1 mês e 18 dias, devido os membros inferiores terem sofrido graves lesões dentre eles o tornozelo, como bem demonstrado nos exames em anexo.

Em virtude das fraturas e luxações causados pelo acidente o autor teve que se submeter a tratamento cirúrgico no seu membro inferior, o tornozelo, sem que em nenhum momento o réu demonstrou algum interesse emajudar o autor com todas as despesas hospitalares.

Ainda como se não bastasse todo o drama sofrido pelo autor em se deparar com tal situação, sem a ajuda do causador do dano, ficou impossibilitado fisicamente para exercer suas atividades de motorista autônomo o qual percebia o valor de R$ 2.500,00 mensais, o que após o acontecido ficou impossibilitado de receber.Restando apenas ao autor, como meio de ressarcimento, mediante instrução do feito, buscar pronunciamento do judiciário em seu favor.

DO DIREITO:

Conforme narrado, o requerido agiu imprudente e negligentemente, ao efetuar circular em via pública em alta velocidade, provocando o atropelamento do autor e causando várias lesões graves.

Sendo de sua inteiraresponsabilidade os danos ocorridos em face do sinistro noticiado, deve ser responsável pela reparação, nos exatos termos da norma adjetiva civil, que dispõem.

O art. 186 e 927 do Código Civil são claros nesse sentido, senão, vejamos:

“art. 186. Aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem,...
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