Patologia revestimentos

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 17 (4092 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 19 de outubro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS.

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos; • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos; • Especificar corretamente os reparos; • Especificar os materiais ideais para os revestimentos.

Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos, prejudiciais aoaspecto de paredes e tetos: a- a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada, deslocando da argamassa de revestimento; b- há formação de manchas de umidade, com desenvolvimento de bolor; c- há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco; d- a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria, em placas compactas ou por desagregação completa; e- asuperfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada; f- a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura; g- o reboco endurecido empola progressivamente, deslocando do emboço. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas, atuando sobre a argamassa de revestimento; tais como: a- tipo e qualidade dos materiais utilizados nopreparo da argamassa de revestimento. b- mau proporcionamento das argamassas; c- má aplicação de revestimento; d- fatores externos ao revestimento; Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com umambiente visualmente antiestético.

228

10.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS - ANÁLISE DAS CAUSAS 10.1.1 - Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada, como agregado, a areia natural essencialmente quartzosa. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos, pirita, mica, concreções ferruginosas e matéria orgânica. Dos efeitosobserváveis, a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas - sulfatos e óxidos de ferro hidratados, respectivamente - de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas; no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10.1)Figura 10.1 - Vesícula formada no reboco. No centro da vesícula, material pulverulento escuro.

A desagregação do revestimento, por sua vez, tem como causa a presença de torrões argilosos, com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo decimento, mas sim, quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que, por sua vez, é proporcional ao teor de finos. Mas, em idades, maiores, a retração aumenta com o teor de finos. De modo a contornar o problema, costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento, exceção feita à de chapisco.Outra alternativa é a de

229

adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos, melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima, o carbonato, terminando pela sua regeneração no endurecimento daargamassa, como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. A etapa intermediária, de hidratação da cal virgem, dá-se por uma reação contínua, cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. Comparativamente, a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica, pode continuar após o ensacamento,...
tracking img