Pares craneanos

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  • Publicado : 15 de abril de 2013
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XI Par Craniano
Objectivos Práticos: Ser capaz de explorar correctamente a força muscular do esternocleidomastoideu (ECM) e trapézio.

Bases Anátomo-Fisiológicas: O nervo Espinhal Acessório (constituído pelos 2 componentes que o nomeiam) é, para efeitos práticos, motor (possui alguns aferentes proprioceptivos). O seu componente ou raiz espinhal, composto por fibras com origem no núcleo acessório(C1-C6, na região dorso-lateral do corno anterior da medula), é responsável pela inervação do ECM e da parte superior do trapézio (estando a parte inferior na dependência das primeiras raízes cervicais através do plexo cervical). Existe uma distribuição somatotópica (C1-C2 para o ECM ipsilateral e C3-C4 para o trapézio ipsilateral). As fibras passam pelo funículo lateral e emergem da espinhalmedula entre o ligamento dentado e as raízes dorsais (Figura 1). O seu componente acessório ou raiz craniana é composto por fibras originárias da parte caudal do núcleo ambíguo na medula alongada. Emerge da medula alongada lateral, abaixo do nervo vago. As raízes espinhal e craniana reúnem-se no nervo e dirigem-se para cima, no espaço subaracnoideu, entrando no crânio pelo foramen magno e voltando asair pelo foramen jugular, juntamente com IX e X pares. A raiz craniana separa-se então, formando o ramo interno, juntando-se ao X par e distribuindo-se pelos ramos faríngeos, laríngeo recorrente e para a inervação do palato mole. O ramo externo continua para inervar o ECM e o trapézio, recebendo aferências da 2ª, 3ª e 4ª raízes cervicais anteriores. Pensa-se que as aferências supra-nucleares parao núcleo são provenientes sobretudo da parte inferior do gyrus pré-central. As fibras corticobulbares destinadas ao trapézio, mais caudais, são cruzadas. Já as fibras destinadas ao ECM, rostrais, parecem ter origem predominantemente no córtex ipsilateral (e em menor grau no contralateral), propondo-se para explicar este facto várias teorias: as fibras não decussam, decussam por duas vezes, ouexistiriam ligações entre as 2 áreas corticais através do corpo caloso. Este assunto é objecto de acalorada discussão.

Exame Neurológico: 1) Inspecção: Observar os contornos, tamanho e simetria dos músculos referidos e verificar a posição dos ombros: no caso de uma parésia, o ombro estará mais baixo e nos casos em que o trapézio é quase completamente inervado pelo XI par, verifica-se um desviolatero-inferior da escápula (Figura 3). 2) Palpação dos músculos em repouso e em contracção. Perceber tónus e volume muscular.

Figura 1 – Nervo Espinhal Acessório

2) Testar a força do ECM: Tem como função a rotação e flexão cefálica, além de auxiliar a respiração. - Testar a rotação cefálica contra resistência (com uma mão na bochecha contralateral e a outra mão com os dedos na proeminência de C7)para o lado oposto do músculo que se pretende observar, palpando o seu relevo com o polegar da outra mão. A mão do examinador não deve contrariar o movimento na mandíbula para que os músculos pterigoideus não “contaminem” o exame do XI par (Figura 2). - Com a palma da mão do examinador fazendo resistência na fronte do doente, pedir-lhe para “empurrar a cabeça para a frente” (acção conjunta dos 2ECMs) 3) Testar a força do Trapézio: Tem como função retrair a cabeça, bem como retrair, elevar e rodar a escápula. - Pedir ao doente que encolha/eleve os ombros contrariando a resistência do examinador. - Em caso de lesão do XI par, o paciente não consegue elevar o membro superior acima do plano horizontal conseguido pela acção conjunta dos músculos supraespinhoso e deltóide. - Em casos de parésiabilateral (DNM, Miastenia Gravis), a cabeça tende a cair para a frente.

4) Teste do Espinhal de Wartenberg: Baseia-se no facto do trapézio ser um músculo antigravitário. Logo, uma parésia irá originar uma queda parcial do membro superior que pode ser objectivada com os braços pendentes ao longo do corpo (os dedos tocam uma região mais inferior da coxa) ou pedindo ao doente que estenda os braços...
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