Parasitoses intestinais

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  • Publicado : 12 de março de 2013
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INTRODUÇÃO






As parasitoses intestinais são muito freqüentes na infância, principalmente em pré-escolares e escolares. São consideradas problema de saúde pública, principalmente em países chamados periféricos, onde são mais freqüentes, com prevalências totais, quando considerado o bloco de países mais pobres do mundo, estimadas de 26%, 17% e 15% para ascaridíase, tricuríase eancilostomíase. Sua transmissão depende das condições sanitárias e de higiene das comunidades. Além disso, muitas dessas parasitoses relacionam- se a déficit no desenvolvimento físico e cognitivo e desnutrição .
Em estudo com crianças em condições sócio-econômicas precárias, encontraram-se altas prevalências de desnutrição energético-protéica, anemia e parasitoses . Apesar de estes fatores estaremcomumente presentes em crianças nas condições socioeconômicas referidas, não podemosl isolar uma associação entre enteroparasitoses e anemia. Porém, as crianças com parasitoses intestinais apresentam pior estado nutricional (peso/altura) quando comparadas àquelas sem parasitas . Desnutrição energético-protéica relaciona-se mais intensamente com os casos de giardíase . Hipovitaminose A comumente éencontrada em casos de má nutrição e parasitose intestinal.
Grande parte dos casos de enteroparasitoses não é diagnosticada, visto serem muitas vezes assintomáticas, o que dificulta a determinação de sua prevalência e o controle de sua transmissão.








DESENVOLVIMENTO

Os parasitas mais comumente encontrados nas crianças pré-escolares e escolares,em nosso meio, compreendem Giardialamblia (giardíase), Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura (helmintíases) e Ancylostomas duodenalis, como a mais comum das ancilostomíases. Menos prevalentes são as parasitoses causadas por Strongyloides stercoralis, (helmintíase) . Também foi encontrado menos freqüentemente Enterobius vermicularis, (enterobíase, sinonímia oxiuríase), porém, o método diagnóstico para este parasita não costuma ser ocoproparasitológico..
Quanto à amebíase, em algumas das referências pesquisadas, este parasita aparece com baixa prevalência, não tendo sido considerado para as análises de comparação entre tratamentos. Em outras, evidencia-se como uma das enteroparasitoses mais prevalentes, juntamente com Giardia, Ascaris e Trichuris. Não foram considerados parasitas com baixa prevalência geral, visto seremendêmicos a regiões restritas, como o Schistosoma mansoni, causador de esquistossomose, por exemplo. Entamoeba coli e Endolimax nana são parasitas freqüentemente encontrados nos exames coproparasitológicos. Porém, são comensais, normalmente não tendo ação patogênica .
A prevalência das enteroparasitoses é muito variada no país, ao redor do mundo e mesmo em comunidades de um mesmo município, pois oprincipal determinante são as condições de higiene e saneamento básico, bem como dos níveis sócio-econômicos e de escolaridade da população analisada. As maiores prevalências ocorrem onde estas condições são mais precárias, o mesmo ocorrendo com o poliparasitismo
Para o controle das parasitoses intestinais em crianças freqüentadoras de creches, e/ou que residem em áreas com saneamento básicoprecário, indicam-se medidas de educação para a saúde, visando à melhoria das condições de higiene individual e comunitária e o uso periódico de antiparasitários para as enteroparasitoses mais prevalentes.
O tratamento ideal, principalmente quando não se dispõe de dados de prevalências locais, seria um fármaco de amplo espectro, devido à comodidade de uso de uma única droga. Porém, não há medicamentoúnico que seja eficaz para todas as enteroparasitoses mais prevalentes na infância. Uma alternativa pode ser o uso de albendazol, em intervalos de quatro meses, visando ao controle de ascaridíase, enterobíase, ancilostomíase, estrongiloidíase e giardíase. Nota-se que não é a primeira escolha para giardíase, principalmente se avaliarmos sua baixa eficácia vinte e um dias após o tratamento; porém,...
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