Parasitologia

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FACULDADE FACERES

CURSO DE FARMÁCIA













PARASITOLOGIA











ELIANE DOS SANTOS ALVES











Ceres

2010





ELIANE DOS SANTOS ALVES

















A LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA













Prof. Ana Claudia





















Ceres

2010INTRODUÇÃO


A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença de caráter zoonótico que acomete o homem e diversas espécies de animais silvestres e domésticos, podendo se manifestar através de diferentes formas clínicas. E considerada uma enfermidade polimórfica e espectral da pele e das mucosas. As principais manifestações observadas nos pacientescom LTA podem ser classificadas de acordo com seus aspectos clínicos, patológicos e imunológicos. A forma cutânea localizada é caracterizada por lesões ulcerosas, indolores, únicas ou múltiplas; a forma cutaneomucosa é caracterizada por lesões mucosas agressivas que afetam as regiões nasofaríngeas; a forma disseminada apresenta múltiplas úlceras cutâneas por disseminação hematogênica ou linfáticae, finalmente, a forma difusa com lesões nodulares não-ulceradas.


Histórico


Não há dúvidas de que a leishmaniose tegumentar seja uma antiga doença do homem. Descrições da leishmaniose cutânea podem ser encontradas no primeiro século d.C., na Ásia Central. As lesões encontradas nos doentes eram referidas de acordo com a região em que ocorriam, como ferida deBalkh, nome de uma cidade no norte do Afeganistão, botão de Aleppo, na Síria, e botão-de-bagdá, no Iraque. Esta doença era conhecida pelos viajantes por botão-do-oriente. No Novo Mundo a doença é conhecida desde há muito tempo, uma vez que representações de lesões de pele e deformidades faciais têm sido encontradas no período pré-inca no Peru e Equador, com datações referentes ao primeiro século d.C.Estas representações foram documentadas em potes mochica e huaco, com faces humanas mutiladas no nariz e nos lábios, muito semelhantes as provocadas pela leishmaniose cutaneomucosa.
As primeiras descrições clínicas datam do século XVI e foram feitas por Oviedo, em 1 535, e por Pizarro, em 1571, que referiam uma doença que destruía o nariz e as cavidades bucais deíndios na encosta da Cordilheira dos Andes, nos vales quentes e úmidos onde cultivavam a coca. Em 1764, Bueno publicou observações mostrando que no Peru a leishmaniose cutânea ou UTA era transmitida pela picada de flebotomíneos. A primeira observação dos parasitos pertencentes ao gênero Leishmania foi feita por Cunnigham, em 1885, em casos de leishmaniose visceral na Índia. Em seguida, váriospesquisadores passaram a encontrar e descrever o parasito até que, em 1903, Ross criou o gênero Leishmania. No mesmo ano, Wright descobre o agente etiológico do botão-do-oriente, incluindo-o no mesmo gênero com o nome de Leishmania tropica.
No Brasil, a leishmaniose era conhecida por Cerqueira desde 1855, através do encontro de lesões de pele similares ao botão-do-oriente. Em1908, durante a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em São Paulo, ocorreram numerosos casos, principalmente na cidade de Bauru, ficando conhecida por úlcera-de-Bauru, os quais foram nominados por Gaspar Vianna, em 19 l l, como Leishmania braziliensis. Este genial cientista brasileiro introduziu o tártaro emético como tratamento inédito das leishmanioses, em 1912. Durante muito tempoesta foi a única droga utilizada como agente terapêutico das leishmanioses tegumentares. Finalmente, foram relatadas por Cerqueira (1920) e Beaurepaire-Aragão evidências da transmissão envolvendo flebotomíneos. Ao mesmo tempo, o papel destes vetores foi evidenciado no Velho Mundo.

Importância


Segundo estimativas da OMS em 1990, a prevalência das diferentes...
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