Paralisia cerebral

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  • Publicado : 15 de dezembro de 2012
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1.INTRODUÇÃO 

Avanços nos estudos da anatomia patológica, avanços da genética médica desde a etiologia até a evolução clínica e os estudos por imagem contribuíram para o esclarecimento da Paralisia Cerebral e permitiram ampliar o conhecimento do aspecto morfológico e funcional do cérebro lesado em idade precoce, trazendo perspectivas importantes nos casos de Paralisia Cerebral.

A ParalisiaCerebral não é doença, nem condição patológica ou etiologia e esse termo não sugere causa ou gravidade. O termo denota uma série heterogênia de síndromes clínicas. O diagnóstico dessas síndromes é essencial, pois envolvem programas de tratamento e prognósticos específicos.

2.HISTÓRICO 

A Paralisia Cerebral (PC) foi descrita em 1843, quando Willian John Little estudou 47 crianças, portadorasde rigidez espástica. O termo “Paralisia Cerebral” foi introduzido por Freud, em 1853, que unificou as diversas manifestações clínicas da Paralisia Cerebral numa única síndrome. 

Phelps generalizou o termo PC para diferenciá-lo do termo paralisia infantil, causado pelo vírus da poliomielite. Little (1862) acreditava que a etiologia nos casos descritos estava ligada a circunstâncias adversas aonascimento e suas pesquisas biomecânicas investigaram se os padrões básicos para realizar certos atos cotidianos, como andar, pegar objetos, estão presentes na criança com PC, visto que a presença ou ausência, na época do nascimento, possivelmente tem relação com idade gestacional na qual ocorre a lesão do cérebro. 

Atualmente, pesquisas científicas nas crianças com Paralisia Cerebraldemonstram que a fisioterapia precoce, incluindo o treinamento intensivo de atos específicos, proporciona resultados positivos.

Nas últimas décadas, trabalhos científicos sinalizam que os fatores de risco maternos ou problemas nas gestações contribuem para o trabalho de parto complicado, levando a uma anóxia perinatal e/ou índice de Apgar baixo, com um quadro de encefalopatia hipóxico-isquêmica, que éuma das principais causas de PC.

3.DEFINIÇÃO 

Diversos autores, com o passar dos anos, buscaram definir a Paralisia Cerebral de forma a caracteriza-la da melhor forma possível para que não seja erroneamente confundida com outra patologia. 

Bax (1864), definiu Paralisia Cerebral, como uma desordem do movimento e da postura devido a um defeito ou lesão do cérebro imaturo.

Para Nelson(1980), a Paralisia Cerebral pode ser considerada uma encefalopatia estática, sendo um distúrbio não progressivo da postura e do movimento que pode associar-se à epilepsia, a anormalidades da fala e da visão e também a alterações intelectuais.

Bobath (1984) caracterizou este distúrbio como sendo uma lesão que afeta o cérebro imaturo e interfere com a maturação do sistema nervoso central, trazendoconseqüências específicas em termos do tipo de Paralisia Cerebral que se desenvolve, seu diagnóstico, avaliação e tratamento. 

De acordo com Shepherd (1996), a Paralisia Cerebral é um grupo de distúrbios cerebrais, devido a uma lesão ou a anormalidades do desenvolvimento ocorridas durante a vida fetal ou primeiros meses de vida.

Sanvito (1997) define como um distúrbio cerebral não progressivoe não hereditário, com início antes ou no momento do parto ou mesmo logo após o nascimento.

Souza e Ferraretto (1998) consideram a Paralisia Cerebral um evento lesivo que pode ocorrer no período pré, peri ou pós-natal, sendo um grupo não progressivo mas freqüentemente mutável de distúrbio motor, secundário à lesão do cérebro em desenvolvimento.

Burns e MacDonalds (1999) definem como sendoum distúrbio persistente, porém não imutável da motricidade devido a uma lesão cerebral não evolutiva que ocorreu antes dos três anos de idade.

Para Long e Cintas (2001), são distúrbios de origem pré, peri e pós-natal, que podem levar ao desenvolvimento de limitações neuromuscoesqueléticas progressivas, freqüentemente associadas a uma insuficiência placentária, à prematuridade e à hemorragia...
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