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  • Publicado : 3 de agosto de 2011
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1- INTRODUÇÃO

Os fundamentos da ética são sociais e históricos. Só o ser social age eticamente uma vez que só ele é capaz de agir com consciência e liberdade. Para agir teleologicamente o Homem cria alternativas de valor, escolhe entre elas, incorporando-as nas suas finalidades. Neste contexto, e no sentido de explicitar as formas específicas de objectivação da ética, Maria Lúcia Barrocoestabeleceu a distinção entre prática moral, à ação ética e reflexão filosófica sobre elas.

“A moral é o conjunto de costumes e hábitos culturais, transformados em deveres e normas de conduta, que responde à necessidade de estabelecer parâmetros de convivência social. As normas morais são orientadas por princípios e valores que, quando estão legitimados socialmente, funcionam como deveresexigidos aos membros da sociedade, tendo por objetivo o bem da comunidade. No plano da moral as ações são valoradas como boas/más, justas/injustas, corretas/incorretas” (Maria Lúcia Barroco, 34).
 
“É no campo da moralidade que são estabelecidos os juízos de valor (...). Os deveres, as normas e os juízos configuram o caráter normativo da moral e atendem a expectativas sociais diante docomportamento dos indivíduos” (ibid.,
 
A moral constitui a prática dos indivíduos na sua singularidade e a ética é a reflexão teórica e a ação livre voltada ao humano. O conteúdo da reflexão ética é a própria realidade moral.

”As normas e os valores não são instituídos pela teoria, mas por necessidades práticas. A teoria pode contribuir para entender esse processo, indagando sobre o seusignificado e voltando à prática para contribuir na sua transformação” (ibid.36)
 
A reflexão ética contribui para a descoberta das implicações éticas do agir social e do significado dos valores existentes nas relações de poder.



2- DESENVOLVIMENTO

“Que a reflexão sobre o humano, demasiadohumano – ou, conforme diz a expressão mais erudita: a observação psicológica – faça parte dos meios que permitem tornar mais leve o fardo da vida;” (NIETZSCHE, 1878)
Com esta citação e Nietzsche, pode-se concluir que a reflexão faz parte do entendimento humano; permite ao humano, de certa forma, o alívio do peso de sua condição “humana, demasiada humana”
Ahistória da formação das sociedades, da vida social, traz consigo questionamentos básicos sobre o porquê da existência humana que sempre se renovam.
A vida em sociedade exigiu do homem, do “ser” humano, a busca de conceitos sobre seu papel, sobre sua responsabilidade diante do “outro”. A partir desse entendimento, estabeleceram-se normas e deveres que possibilitaram a convivência social. Nasceentão, a norteadora de todas as ações do ser social. A Moral.
Segundo Barroco, a partir da construção da moral, através de normas e deveres, é que o individuo constrói o senso moral que irá conduzi-lo. E o senso moral, ou moralidade é a medida que julgará se os indivíduos estão socializados, se são responsáveis pelos seus atos e se seu comportamento está em conformidade com as normas determinadas.Ela aponta que a moral é valorização do dever.
O individuo que cumpri deveres a favor de normas determinada, é julgado moralmente e passa a ser: admirado. O contrário acontece com o individuo que não cumpre deveres a favor da norma determinada; ele é julgado moralmente e passa a ser: envergonhado.
Mas, como o contexto histórico da vida social é mutante, pelo avançar de fronteiras e globalização,o senso moral construído em determinada época, tende a ser reconstruído de acordo com as situações vividas.
Esta reconstrução não é fácil, pois o senso moral é a agregação dos valores que permeiam a construção do próprio ser social: o homem. E o ser social, na concepção de Barroco, é o ser ativo e participativo; detentor de uma consciência crítica capaz de repensar valores.
Ainda que não...
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