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A EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA

Paula Ribeiro

Prof. Giancarlo Moser

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Licenciatura em Pedagogia (PED9281) – História da Educação
23/11/2009

RESUMO

A síntese apresentada percorre um período da história compreendido entre a queda do Império Romano e surgimento do Renascimento, falamos da IdadeMédia, período de grande influência da Igreja Católica e formação de novos modelos educacionais pautados na doutrinação religiosa. O controle da educação medieval por parte da Igreja pode se fazer notar pelos principais pensadores, a maioria ligada à Igreja.

Palavras-chave: Educação; Religião; Razão.

INTRODUÇÃO

Este estudo trata da educação no período medieval que se iniciouno Ocidente com a derrocada do Império Romano (sécs. V a XV), portanto mil anos, onde esta foi marcada pela tentativa de conciliar a razão e a fé.

A influencia da Igreja, torna-se efetivamente política, e para contar com ela os chefes dos reinos, bárbaros se convertem ao cristianismo. A herança grego-latina é resguardada nos mosteiros. Os monges são os únicos letrados num mundo em quenem nobres nem servos sabem ler. Podemos então compreender a influencia que a igreja exerce não só no controle da educação, como na fundamentação dos princípios morais e políticos da sociedade medieval.

No século XI com o renascimento carolíngio, fundam-se escolas e reformula-se o ensino.A partir do século XI, a atividade da burguesia comercial em ascensão provoca o reaparecimento decidades, em que a fermentação intelectual culmina com a criação das universidades nos séculos XII e XII.

Desde o século VIII o islamismo difunde a cultura árabe, (artes, ciência, filosofia) contribuindo para o enriquecimento do patrimônio cultural da Europa medieval.

Após a queda do Império Romano o cristianismo tornou-se clemente de unidade em um mundo fragmentado em inúmeros reinosbárbaros.

Aos poucos, os mosteiros enriquecem suas bibliotecas com o trabalho cuidadoso e paciente dos monges copistas, tradutores experientes vertem para o latim textos selecionados da literatura e filosofia gregas, bibliotecários meticulosos controlam, mediante ordens superiores, as leituras permitidas ou proibidas, a fim de preservar a fé a qualquer custo.

Só isso, porém, não ésuficiente para prevenir os desvios da fé. Estudiosos começam a adaptação do pensamento grego ao novo modelo de homem adequado a concepção da vida cristã.O ponto de partida é sempre a verdade revelada por Deus, a autoridade indiscutível do texto sagrado a que se adere pela graça da fé. Na luta contra os pagãos e no trabalho de conversão, torna-se necessário demonstrar que a fé não contraria arazão.

Pode-se dividir, a Idade Média em duas tendências fundamentais: a Educação Patrística, que é a filosofia dos padres da igreja e a Escolástica que é a filosofia das escolas cristãs ou dos doutores da igreja.

1. A EDUCAÇÃO PATRÍSTICA

Patrística é o nome dado à filosofia dos padres que teve inicio no período decadente do Império Romano, no século II até o V.A Patrística se caracteriza pela intenção apologética, de defesa da fé e conversão dos não-cristãos.

A exposição da doutrina religiosa tenta harmonizar a fé e a razão, a fim de compreender a natureza de Deus e da alma e os valores da vida moral.

Os primeiros teólogos dão destaque a alguns temas, a fim de fundamentar uma moral rigorosa que defende a abdicação do mundo e ocontrole racional das paixões.

O principal representante da Patristica é Santo Agostinho (354-430). Durante muito tempo, Agostinho da aulas de etorica em Tagaste,sua cidade natal, e depois em Roma e Milão,onde entra em contato com a filosofia neoplatônica. As questões religiosas levam-no a aderir à seita dos maniquéus, segundo os quais há dois princípios divinos, o do bem e o do mal. Por...
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