Palno de marketing

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RESENHA ECONOMIA E MARKETING

Em duplas, devem responder a pergunta abaixo num texto corrido que contenha entre 900 e 1.200 palavras.

Será que o livre mercado corrompe nosso caráter?

É evidente
Pedro Dória
É evidente que o Livre Mercado corrompe moralmente. Dinheiro é poder e poder corrompe.
Adam Smith não tinha dúvidas a esse respeito. Uma consequência imediata da divisão de trabalhonas fábricas, ele escreveu na Riqueza das nações, é uma massa de trabalhadores especializados porém “corrompidos ao ponto de serem incapazes de vigor e perseverança para qualquer outro tipo de trabalho”. Os promotores do laissez-faire absoluto não gostarão de saber que a solução proposta pelo velho economista escocês é intervenção governamental para prover educação à massa ignara.
O princípio da“mão invisível”, diga-se, parte do pressuposto de que os homens envolvidos no livre mercado são, no mínimo, amorais, quando não francamente imorais. Eles não pensarão na sociedade mas apenas em seus próprios interesses. A esperança de Smith é de que o conjunto destes egoísmos promoverá o enriquecimento das sociedades onde vivem. A “mão invisível”, portanto, é uma correção moral num jogo em que osjogadores têm todo o estímulo a ignorarem o bom comportamento.
Mas, embora o resultado previsto por Smith seria fatalmente o enriquecimento das nações, a exploração do trabalho da massa pobre persistiria na mão de empresários despreocupados e o resultado seria uma massa pobre e ignorante condenada a permanecer pobre e ignorante, sem oportunidades de concorrer no livre mercado e melhorar a própriavida a não ser que o Estado interviesse.
Smith via um mundo cruel: é difícil sair otimista de uma fábrica britânica no século XVIII. Para falar de hoje seria, talvez, fácil demais lançar mão de exemplos como as sweatshops utilizadas pelas grandes corporações multinacionais nos países pobres, onde a descrição de uma fábrica britânica do século XVIII persiste dolorosamente atual. Afinal, umproponente do livre mercado poderia argumentar que as nações continuarão crescendo economicamente e que, assim como ocorreu na Europa Ocidental, também nos porões chineses ou guatemaltecos a 'mão invisível' corrigirá os abusos. Vamos aos EUA.
Hoje, vivo no centro do Vale do Silício e frequento uma das melhores escolas do mundo, a Universidade Stanford. Stanford e o Vale a sua volta formam um dos maispoderosos argumentos pelo livre mercado que alguém pode fazer. A universidade foi fundada graças à doação de um corrupto ex-governador da Califórnia que enriqueceu expulsando gente de suas terras e explorando a mão-de-obra barata dos imigrantes para traçar estradas de ferro em meio à corrida do ouro, na segunda metade do século XIX.
De um homem fundamentalmente imoral saiu um centro de criação deconhecimento fantástico. As idéias criadas na universidade se espalharam pelo Vale, criando empresas inovadoras, levando à revolução dos computadores pessoais e, na sequência, da internet, a mais espetacular ferramenta de difusão barata de conhecimento jamais criada. Uma ferramenta talvez tão poderosa que possa, no futuro, minimizar a necessidade de intervenção do governo na educação. O Vale doSilício dá mostras de que o mercado, com liberdade, é capaz de gerar o bem comum.
Então, ao longo do tempo, a “mão invisível” corrige até aquilo que Adam Smith considerava incorrigível?
Não.
Na década de 1950, os EUA enfrentavam um ritmo de crescimento econômico jamais visto na história. Economistas discutem até hoje os motivos que levaram àquele crescimento – mas ele houve e pareceu por um tempoque seria para sempre. Liberdade certamente foi um ator fundamental. Porque parecia que o crescimento seria para sempre, o governo arriscou um experimento que nenhuma outra democracia ocidental cogitou arriscar: deixaria a Saúde Pública em mãos privadas.
As grandes companhias multinacionais, GM, GE, IBM, aceitaram de bom grado a responsabilidade pela Saúde de seus funcionários. Mas muito mudou...
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