Palestra de surdez

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Universidade Federal do Paraná
Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes.
Departamento de Psicologia


Disciplina: Pessoas com Necessidades Especiais II Código: HP 264
Profª: Drª. Míriam Pan
Alunas: Camyla Brainta Guigue
Carolina Dias
Jamile Rafaelle do Nascimento

Trabalho da Unidade II: Instituições sociais e as práticas deeducação e trabalho voltados aos direitos das PNE



1) Pesquisa bibliográfica e debate acerca das práticas de educação às PNE a partir dos textos Indicados
KASSAR. Marcas da história social no discurso de um sujeito: uma contribuição para a discussão a respeito da constituição social da pessoa com deficiência. Caderno Cedes, ano XX, nº 50, abr/2000.

PADILHA, A. M L. Práticas educativas:perspectivas que se abrem para a educação especial. Revista Educação Sociedade, Campinas, v. 71, n. 1, p. 197-220, 2000.

Outros selecionados pelo grupo que sejam relevantes à temática em questão.


As opiniões acerca da educação da criança com necessidades especiais no Brasil se dividem. Há aqueles que defendem a segregação, às vezes até inconscientemente, com o discurso de que, umaluno com alguma deficiência poderia atrapalhar os outros na aquisição de conteúdos dentro de uma escola regular. Já que é tão difícil – e por que não caro? - incluir, adaptar ambientes e instalações, treinar professores e profissionais da saúde para lidar com a criança com necessidades especiais em uma escola particular, imagine no ensino público se qualquer político separaria um tanto da verbadestinada à educação com uma minoria? Não é muito mais fácil criar espaços especiais e separados para essas crianças “fora dos padrões” a fim de não atrapalhar o processo de aprendizado dos outros vinte ou trinta alunos de uma classe regular?
Outro ponto de vista é aquele que defende a todo e qualquer custo a inclusão de todas as crianças, o que chamamos de inclusão radical. Este modo depensar, um tanto quanto romântico, também não leva em conta que cada criança é única, suas particularidades devem ser analisadas com cuidado. Caso isto não seja feito, ao colocar certa criança em uma escola e classe regular, pode-se estar sendo feito o processo inverso, isto é, o de incluir para excluir.
Os dois pensamentos acima são claramente expostos pela Equipe da Secretaria de EducaçãoEspecial/MEC em 2008:
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como privilégio de um grupo, uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais reprodutoras da ordem social. A partir do processo de democratização da educação se evidencia o paradoxo inclusão/exclusão, quando os sistemas de ensino universalizam oacesso, mas continuam excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de segregação e integração que pressupõe a seleção, naturalizando o fracasso escolar.

Fica evidente, então, que, tanto a total segregação, como a inclusão radical são formas de incluir algunse excluir muitos outros. Vale lembrar que, quando falamos em pessoas com necessidades especiais, ou melhor, necessidades educacionais especiais, não estamos falando somente daquelas com deficiência, mas sim de um universo que abrange, inclusive, as com altas habilidades/superdotação e transtornos globais do desenvolvimento.
A questão da inclusão a qualquer custo é bem observada por Neto (2005):“... Não basta simplesmente incluir para que diminuam os diferenciais de poder, a segregação, o autoritarismo e a exploração que impregnam e atravessam a sociedade contemporânea. Não basta tocarmos adiante boas e sérias políticas de inclusão para que os fantasmas das desigualdades sociais sejam exorcizados.”.
Ainda de acordo com a equipe da Secretaria de Educação Especial (2008), o...
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