Pacientes terminais

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 20 (4938 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 24 de maio de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
1. INTRODUÇÃO
Ao receber o tema para esse trabalho: O exercício de enfermagem e os pacientes terminais nos vemos com diretrizes infindáveis pois é um tema amplo e dependendo do ver de quem receber esse material pode parecer também muito profissional, mas ao falarmos do tema nos deparamos com o mundo com o qual devemos usar a psicologia, humanização , ética e nosso principal instrumento detrabalho:_ O CUIDAR para confortar um pai e uma mãe que perde seu filho(a); a esposa(o) amado(a); o pai e a mãe que são o sustento de uma família.
Trabalhando o psicológico e agindo com respeito ao exercício de enfermagem e ao parente desse paciente terminal pode haver a possibilidade de um transplante de órgãos e tecidos, hoje no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) chega a 60 mil pessoaspor ano (base dada em 2003 pelo IBGE); então trabalhemos arduamente para mudar esse contexto, pois além de um problema sócio cultural estamos cuidando de VIDAS.

2. OBJETIVO
Trabalhar na orientação do profissional da área da enfermagem como se portar em situações com a qual seu instrumento de trabalho pode salvar muitas vidas sem ferir nem ofendera dignidade, a cultura e a crença do familiare do paciente.

3. PACIENTE TERMINAL E A ENFERMAGEM
3.1 Definições de paciente terminal:
É quando se esgotam as possibilidades de resgate das condições de saúde do paciente e a possibilidade de morte próxima parece inevitável e previsível. O paciente se torna "irrecuperável" e caminha para a morte, sem que se consiga reverter este caminhar. Estudos na literatura tentam estabelecer índicesde prognóstico e de qualidade de vida, procurando definir de forma mais precisa este momento da evolução de uma doença e tendo como preocupação o estabelecimento de novas diretrizes para o seguimento destes pacientes. Entretanto, estes trabalhos descrevem melhor aspectos populacionais e epidemiológicos, perdendo a especificidade quando aplicados em nível individual. Abre-se a perspectiva dediscussão deste conceito caso a caso: um paciente é terminal em um contexto particular de possibilidades reais e de posições pessoais, sejam de seu médico, sua família e próprias. Esta colocação implica em reconhecer esta definição, paciente terminal, situada além da biologia, inserida em um processo cultural e subjetivo, ou seja, humano.

Mesmo assim, é evidente que alguns critérios podem tornareste momento menos impreciso, entre eles os clínicos (exames laboratoriais, de imagens, funcionais, anatomopatológicos), os dados da experiência que a equipe envolvida tem acerca das possibilidades de evolução de casos semelhantes, os critérios que levam em conta as condições pessoais do paciente (sinais de contato ou não com o exterior, respostas ao meio, à dor), a intuição dos profissionais (suasvivências e experiências semelhantes). De qualquer forma, paciente, família e equipe situam-se neste ponto da evolução da doença frente a impossibilidades e limites, de maneira que reconhecer o fim parece ser a dificuldade maior. Denegar este conhecimento determina estragos nos que partem e nos que ficam. Morrer só, entre aparelhos, ou rodeado por pessoas às quais não se pode falar de sua angústia,determina um sofrimento difícil de ser avaliado, mas sem dúvida, suficientemente importante para ser levado em conta. Os que ficam, por outro lado, têm que se haver com a culpabilidade, a solidão e a incômoda sensação de não ter feito tudo o que poderia.

As dificuldades no estabelecimento de um conceito preciso não comprometem os benefícios que paciente família e profissionais podem ter noreconhecimento desta condição.

Admitir que se esgotassem os recursos para o resgate de uma cura e que o paciente se encaminha para o fim da vida, não significa que não há mais o que fazer. Ao contrário, abre-se uma ampla gama de condutas que podem ser oferecidas ao paciente e sua família. Condutas no plano concreto, visando, agora, o alívio da dor, a diminuição do desconforto, mas, sobretudo a...
tracking img