Pacientes hipertensos atendidos em uma unidade básica de saúde no município de juazeiro do norte/ce

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  • Publicado : 11 de março de 2013
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1 INTRODUÇÃO

A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma Doença Crônica Não Transmissível, com a segunda maior prevalência na população mundial, logo atrás do Diabetes Mellitus. Assim os sistemas de saúde tanto público como privado deverá estar voltado principalmente para a prevenção desta enfermidade ou no melhor controle pressórico.
O estado de saúde de um indivíduo pode ser influenciado pelomeio em que vive, por suas relações sociais, bem como por suas condições sócio-econômico-culturais, sendo precisamente indicada por sinais fisiológicos, entre eles a pressão arterial, cuja aferição deve ser feita por profissionais de saúde treinados e em toda avaliação clínica (CASTRO; ROLIM; MAURICIO, 2005).
Atualmente, a hipertensão arterial, é tida como uma entidade clínica multifatorial,conceituada como síndrome caracterizada pela presença de níveis tensionais elevados, associados a alterações metabólicas e hormonais e a fenômenos tróficos (hipertrofia cardíaca e vascular) (KOHLMANN et al., 1999).
Estudos de prevalência da hipertensão no Brasil, entre 1970 e início dos anos 90, revelam valores de prevalência entre 7,2 e 40,3% na Região Nordeste, 5,04 a 37,9% na Região Sudeste, 1,28a 27,1% na Região Sul e 6,3 a 16,75% na Região Centro Oeste. Esses estudos de prevalência são importantes fontes de conhecimento da frequência de agravos na população: servem, também, para a verificação de mudanças ocorridas após as intervenções (ALMEIDA et al., 2003).
No continente americano a hipertensão afeta cerca de 140 milhões de pessoas, metade das quais desconhece ser portadorada doença por não apresentar sintomas e não procurar serviços de saúde, e dentre as pessoas que se descobrem hipertensas, 30% não realizam o tratamento adequado por falta de motivação ou de recursos financeiros próprios. Na América Latina e no Caribe, estima-se que de 8% a 30% da população sejam hipertensas (GOMES; ALVES, 2009).
Estudos epidemiológicos de base populacional são fundamentais parase conhecer a distribuição da exposição e do adoecimento por hipertensão no País e os fatores e condições que influenciam a dinâmica desses padrões de risco na comunidade. A identificação dos maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, de estratégias de controle efetivas e combinadas com educação comunitária e monitoramento alvo dos indivíduos de alto risco contribuíram para uma quedasubstancial na mortalidade, em quase todos os países desenvolvidos (PASSOS; ASSIS; BARRETO, 2006).
São atribuídos como riscos ou causas para elevação da pressão arterial fatores constitucionais (idade, sexo, raça, obesidade); fatores ambientais (ingestão de sal, cálcio e potássio, álcool, gorduras e tabagismo); fatores ambientais ligados ao trabalho (estresse, agentes físicos e químicos) efatores ligados à classe social a qual o indivíduo pertence. Dessa forma, para o seu tratamento, além da medicação prescrita, os profissionais de saúde recomendam a adoção de práticas que possam minimizar os fatores de risco acima citados. Assim sendo, o indivíduo hipertenso, para tratar ou prevenir-se das complicações da HA, deve, além de medicar-se, ter atitudes para mudar antigoscomportamentos ou adotar novos hábitos (LIMA et al., 2004).
Entende-se que a mudança no estilo de vida relaciona-se às crenças e aos comportamentos apreendidos e incorporados pelas pessoas na convivência social. Portanto, é inegável que o controle da pressão arterial não se limita apenas à abordagem do corpo doente, sendo necessário considerar a experiência de vida e a subjetividade como aspectosimprescindíveis no processo de adoecer e cuidar de si. Conhecer as crenças em saúde sobre as medidas de controle da hipertensão arterial possibilita mostrar indicadores de adesão ao tratamento, identificar grupos de risco e repensar as formas de cuidado à saúde (VIEIRA et al., 2003).
Diante do exposto acima a respeito da HAS, principalmente no que diz respeito a alta mobimortalidade, o estudo justifica-se...
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