Pós – Modernidade, Ética e Educação - Pedro Goergen

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  • Publicado: 9 de março de 2014
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Pós – Modernidade, Ética e Educação - Pedro Goergen



Apresentação
O autor divide o livro em três focos principais. O primeiro são transformações que marcam a contemporaneidade, revelando o debate entre os modernos e os pós-modernos. O segundo é a reflexão dos elementos anteriores do campo da ética e utilizando as idéias de Habermas e a tese de que estamos vivendo na época pós –moralista, segundo Lipovetsky. O terceiro foco são as considerações do autor a respeito as controvérsia ética, ainda moderna ou pós - moderna no campo da educação.
Introdução
Max weber definiu a modernidade como o desencantamento do mundo, idéia também tratada por outros pensadores como Adorno, Foucault, Heidegger, Horkheimer e Nietzsche.
Para Goergen a vida ainda é um projeto viável, mas énecessário estabelecer limites nas intervenções do homem na natureza e na vida e uma nova consciência deve ser estimulada através do processo educativo em que a educação e a ética se interrelacionam.
Da Critica à Negação da Razão Moderna
Na idade média a moral era religiosa, tudo era determinado pela religião, porém o homem substitui essa cultura teocêntrica e metafísica por uma cultura antropocêntricae secular. A modernidade se iniciou no Iluminismo, e que a razão começou a iluminar o entendimento e não mais a fé.
No projeto moderno a salvação e a felicidade seriam alcançadas através da capacidade racional do homem desvendar os segredos da natureza.
Para Adorno e Horkheimer, a modernidade preconizava que a superioridade do homem consistia na sua capacidade de saber e o conhecimento e opoder eram a mesma face da moeda; para Weber, a modernidade era o desencantamento com o mundo. Na longa trajetória do medievo para o moderno houve muitas conquistas, mas também grandes perdas no âmbito da racionalidade.
O Novo contexto: “Pós-Moderno”?
Num rápido contato com os autores dessa época, entre eles Lyotard, McLaren, Habermas, Vattimo e Lipovetsky, cujas idéias, embora com muitas frentes esignificativas diferenças, apresentam um aspecto geral e comum, o autor fez algumas inferências para o campo da teoria e prática educacionais atuais. Percebe-se uma desconfiança das certezas, o recolhimento para as micro-narrativas em detrimento das grandes narrativas, o abandono das certezas e dos valores e o contexto social, respondendo a isso de maneira confortável, um repensar e redesenhar dopensamento da modernidade.
Em 1980, Habermas afirmou que a modernidade era um projeto inacabado e que a racionalidade deveria seguir em frente com correções de rota; para ele, era preciso ‘refundamentar’ o conceito de verdade a partir do processo comunicativo. Dizia ainda que a ética do discurso, assentada sobre pressupostos transcendentais do agir comunicativo, era inerente à convivência dohomem e que a verdade se fundamentava na intersubjetividade e não na subjetividade, como preconizava o modernismo. Tal pensador buscou inserir, no plano da racionalidade, o campo ético/prático; questiona o espaço onde se validam as normas e as leis éticas; para ele, a validade de uma norma depende um processo dialógico, racional e democrático. Lyotard entende que a racionalidade moderna faliu,criticando o conceito iluminista de razão, seu caráter de universalidade e sua interpretação da história como um encadeamento de eventos ordenados. Para Giroux, o pós-modernismo trouxe questões cruciais com respeito a certos aspectos hegemônicos da modernidade que abalam os dias contemporâneos. Vattimo vê a pós-modernidade como um modo diverso de experimentar a história e a própria temporalidade.
Umavez que as metanarrativas foram abandonadas na pós-modernidade e o homem enfrenta questões globais e eternas nesta “aldeia global”, onde o que era estranho se tornou vizinho, o tempo e as distâncias têm nova dimensão, indaga-se: onde buscar a mínima coerência para levar adiante o projeto humano?

Tempos de Pós-Moralidade?
Na contemporaneidade, onde impera a supremacia do individualismo, do...
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