Osteoporose

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Direcção-Geral da Saúde
Divisão de Saúde Materna, Infantil e dos Adolescentes

Saúde Reprodutiva
DOENÇAS INFECCIOSAS E GRAVIDEZ

Lisboa, 2000

PORTUGAL. Direcção-Geral da Saúde
Divisão de Saúde Materna, Infantil e dos Adolescentes
Saúde Reprodutiva: Doenças Infecciosas e Gravidez / Direcção-Geral da Saúde. – Lisboa
Direcção-Geral da Saúde, 2000 - 48 p. (Orientações Técnicas; 11)Saúde Reprodutiva / Doenças Transmissíveis / Gravidez
ISBN 972 - 9425 - 84 - 1
ISSN 0871 - 2786

EDITOR
Direcção-Geral da Saúde
Alameda D. Afonso Henriques, 45
1049 – 005 Lisboa
CAPA E ARRANJOGRÁFIC O
TVM designers
MONTAGEM, I MPRESSÃO E ACABAMENTO
Gráfica Monumental, Lda.
TIRAGEM
5 000 exemplares
DEPÓSITO LEGAL
159.854/00

In t ro d u ç ã o

5

Toxo p l a s m o s e

7

Ru bé o l a

11

Va ri c e l a

14

C i t o m e g a l ov í ru s

18

Sífilis

22

Bl e n o r r a g i a

26

Infe cçõe s por Chlamyd ia Tr a c h o m a t i s

29

Herpes Geni tal

31

Ve r rugas Genitais

33

Tricomo ní ase Va g i n a l

35

Va ginose Ba c t e ri a n a

36

Infecção pelo VIH e SIDA

37

Hepatite B

39

Br u c e l o s e

41

Tu b e rc ul o s e

43

Bi b l i o g r a f i a

48

Saúde Reprodutiva

Doenças Infecciosas e Gravidez

A

s doenças infecciosas alteram a saúde da mulher, podendo
influenciar negativamente a sua função reprodutora. Quando
associadas à gravidez, as doenças infecciosas assumem especial
relevo e colocam três questões particulares:
n
o tratamento da doença da mãe
n
o efeito da infecção nocurso da gravidez
n
a influência sobre o feto não só da doença materna, mas também da
terapêutica utilizada.
Embora não se conheça exactamente o mecanismo pelo qual certas
bactérias, vírus e protozoários actuam na gravidez, sabe-se que a infecção
materna tem um grande potencial de envolvimento fetal e pode ser causa
de aborto, nado-morto, malformação congénita, atraso de crescimentointra-uterino, rotura prematura de membranas, parto pré-termo e infecção
neonatal.
Se o diagnóstico precoce e correcto e o tratamento atempado contribuem
para reduzir o risco daquelas complicações, fazendo diminuir a
morbilidade e mortalidade perinatal e infantil, a prevenção é, sem dúvida,
o meio mais simples e eficiente de o fazer. Prevenir as complicações é, antes
de tudo, evitar as doenças.Prevenir as complicações na gravidez passa, basicamente, pela avaliação e
aconselhamento pré-concepcional da mulher/casal, numa abordagem
sistematizada, de acordo com a circular normativa n.º 2/98 DSMIA/DGS,
tendo em conta, nomeadamente:
n

n
n

n
n
n

a determinação da imunidade à rubéola e a vacinação, sempre que
necessário;
o rastreio da toxoplasmose, da sífilis e da infecção porVIH;
a determinação do estado de portador de hepatite B e a vacinação
nas situações de risco;
a vacinação antitetânica, de acordo com o PNV;
o tratamento de eventuais infecções genitais;
a discussão sobre as implicações das doenças transmitidas por via
sexual (DTS) no decurso da gravidez e a necessidade de as prevenir.

5

6

Estas orientações técnicasabordam a conduta diagnóstica eterapêutica, na
gravidez, de algumas doenças infecciosas; no entanto, se se pretende a
melhoria da qualidade dos cuidados, com evidentes ganhos em saúde, não
se pode subestimar o mais importante, a prevenção pré-concepcional.
Os médicos de medicina geral e familiar e os enfermeiros estão na situação ideal
para implementar estas actividades como parte natural do seu papel nos
diferentescontextos de trabalho. A sua proximidade da comunidade pode
permitir aumentar os efeitos da intervenção clínica, reconhecidos que têm sido
os efeitos potenciadores, sobre a saúde das populações/grupos populacionais,
de factores externos ao modelo clássico de prestação de cuidados.
Estas orientações técnicas não abrangem, evidentemente, todas as doenças
infecciosas que podem complicar uma...
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