Os restauradores

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  • Publicado : 24 de abril de 2013
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Os restauradores - *Conferência feita na Exposição de Turim em 7 de junho de 1884. Narrativa de Camillo Boito.

Em “Os restauradores”, o autor chama a atenção à diferença entre conservação erestauração, para ele os conservadores são tidos como “homens necessários e beneméritos” ao passo que os restauradores são quase sempre “supérfluos e perigosos”. Afirmando por exemplo: “ uma coisa éconservar, outra é restaurar, ou melhor, com muita frequência uma é o contrário da outra.”, ou seja,
Fala ainda, sobre as formas de restauração de diversas artes, seja elas esculturas, pinturas e/ouarquitetura, cada uma possuindo suas particularidades e complexidades.
“ Para bem restaurar é necessário amar e entender o monumento, seja estátua, quadro ou edifício, sobre o qual se trabalha, e domesmo modo para a arte antiga em geral.”, entender o monumento é conservar seu velho aspecto artístico e pitoresco, e que, quando for necessário complementos, se indispensáveis, e as adições, se nãopodem ser evitadas, demonstrem não ser obras antigas, mas obras de hoje.
“O restaurador deve ser então uma espécie de operário, que encontra na própria ignorância o mais seguro dos freios para repintar epara completar ou deve ser um pintor, consciencioso...”
Na pintura, condiz que devemos saber o momento exato de parar, valorizando sempre sua forma primitiva, intervindo o mínimo possível. Nasesculturas, não poderiam haver complementos, caso não houvessem uma documentação da obra, pois assim evitaria que desfigurassem a obra original, os conceitos iniciais do autor desta, sem acréscimos e nemembelezamentos. Já na arquitetura, cria uma teoria intermediária: Se afasta de Le-Duc e Ruskin: não aceitava complementar, modificar edifícios, agregar partes novas ainda que não tenham nunca existidona história da edificação; e também não concordava com que a restauração seria a destruição do edifício. Boito, defendia a mínima intervenção nas obras: “nem acréscimos, nem supressões”, pois...
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