Os realitys

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UNIVERSIDADE GAMA FILHO
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL









REALITY SHOWS:
O BIG BROTHER BRASIL 10 COMO RETRATO DO FORMATO QUE TRANSFORMOU A LINGUAGEM TELEVISIVA






Por
Wescley Bernardo da Silva


















Rio de Janeiro
2012.1
UNIVERSIDADE GAMA FILHO
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL







REALITY SHOWS:
O BIG BROTHER BRASIL 10 COMORETRATO DO FORMATO
QUE TRANSFORMOU A LINGUAGEM TELEVISIVA



Por
Wescley Bernardo da Silva





Projeto de Monografia apresentado como requisito para a conclusão da disciplina COS 839 - Projeto Experimental em Publicidade e Propaganda, do Curso de Comunicação Social. Orientadora: Michele Cruz









Rio de Janeiro
2012.1
1. IntroduçãoA décima edição do Big Brother Brasil foi a que obteve o maior apelo popular no mundo. Com 60% de um total de 154.878.460 votos, a edição consagrou o polêmico Marcelo Dourado o grande campeão. O programa contou com 17 participantes e logo de inicio já criou estereótipos pré-definidos, pois os participantes foram divididos em quatro grupos de acordo com suas determinadas características.Nessa pesquisa iremos analisar, a partir do Big Brother Brasil, como a televisão movimenta a cultura participativa, tentando explicar detalhadamente o que leva o público a atuar ativamente nos rumos do programa, o que envolve os valores e as diferentes visões do indivíduo na sociedade. Além disso, vamos analisar a construção de estereótipos que o Big Brother Brasil nos mostra, através daconvivência de seus participantes e da construção de nossa realidade. Toda essa pesquisa será principalmente voltada, para responder a seguinte pergunta: Por que a televisão hoje é tão dependente desses produtos e como eles atuam na construção de uma nova linguagem televisiva, modificando o papel tradicional da comunicação de massa?
O Big Brother reúne milhões de fãs por todo o mundo. A observaçãocontínua pelo público e a distância dos participantes, além dos muros da casa, revelam sentimentos, emoções, medos, intrigas e desejos, que evolvem os participantes “presos” nesse contexto. Todos esses ingredientes ajudam a transformar o Big Brother no programa que mais faz uso da cultura participativa, pois ele incentiva o público a tomar decisões que definem os rumos do programa, além de causarparticipação e impactar outras mídias. JENKINS (2008) define cultura participativa como “cultura em que fãs e outros consumidores são convidados a participar ativamente da criação e da circulação de novos conteúdos”, isto caracteriza o comportamento do público atualmente, que fica mais distante de ser apenas um receptor e passa atuar ativamente, através da praticidade provocada pela tecnologia. Alémdisso, em programas como o Big Brother ocorre um incentivo ao cruzamento entre  mídias alternativas e de massa que é assistido por múltiplos suportes, caracterizando o que Henry Jenkins define como convergência midiática.
No Big Brother o público adota o posto de voyeur e o participante de exibicionista, o que o torna ainda mais interessante. Diante desse contexto, o programa chega aoBrasil e vira um sucesso de audiência, sendo comentado em diversos meios de comunicação e caindo no gosto popular. Como o telespectador brasileiro já se caracteriza pelo hipnotismo das imagens, esses programas intiludados reality shows, vão adentrar na casa dos milhões de brasileiros, tornando-se cada vez mais um formato dependente para a televisão massiva.
A televisão chega ao Brasil em 1950, edepois dos primeiros momentos de aprendizagem ela já começa a criar sua identidade. Os programas ditos como populares começam a ganhar a atenção do telespectador, que começa a ficar fascinado pelo universo das imagens, o que contribui para o surgimento de programas que tratam a sociedade como um espetáculo, a exibindo muitas vezes de forma grotesca. Com o advento da tecnologia e o surgimento...
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